Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Todos os sofrimentos da humanidade quer sejam misérias, decepções, perdas de entes queridos ou doenças, têm a sua consolação na esperança de um dia melhor, na fé e na confiança, na justiça de Deus e que Jesus Cristo nos ensinou.

 

Aqueles que não acreditam na imortalidade do espírito ou que simplesmente duvidam, o seu sofrimento poderá ter um peso superior ao do seu corpo.

 

Para estes não existe esperança que possa aliviar as suas amarguras.

 

Jesus ensinou aos homens como viver na lei do amor e da caridade e é um dever da humanidade tentar cumprir esses ensinamentos.

 

Jesus um dia disse que se o amavam guardassem os seus ensinamentos e Ele iria rogar ao Pai que nos desse outro consolador, para que fosse enviado em Seu Nome, para nos ensinar todas as coisas e nos fazer lembrar de tudo o que nos transmitiu quando esteve na Terra.

 

Naquela altura o mundo ainda não estava preparado e Jesus Cristo não pode dizer tudo. E para o consolador nos fizesse lembrar dos Seus ensinamentos é porque a humanidade se esqueceu ou não compreendeu tudo aquilo que Ele transmitiu.

 

E para cumprir a promessa de Jesus, surgiu o espiritismo no tempo certo.

 

Através do espiritismo é ensinado e compreendido tudo o que Jesus Cristo só disse em parábolas.

 

Ensina-nos a compreender melhor o sentido da vida, traz uma consolação a todos os que sofrem ao dar uma causa justa e um objectivo útil a todas as dores.

 

Um dia Jesus disse: “Bem – Aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”.

 

E muitos poderão pensar como se poderá ser feliz por sofrer se não se sabe porque se sofre ou não conseguem perceber esse sofrimento.

 

Mas através do espiritismo nós aprendemos que a causa de todos esses problemas está nas nossas existências anteriores e que se hoje estamos neste planeta é para resolvermos aquilo que não fomos capaz no passado, porque não podemos esquecer que a vida que temos foi aquela que pedimos a Deus e Ele nos concedeu.

 

Temos que aprender que o sofrimento não é mais do que uma crise que nos leva à cura, que é como uma purificação que assegura a nossa felicidade nas existências futuras.

 

Quando o homem tem este conhecimento compreende que merece sofrer e que esse sofrimento é justo.

 

Pois sabe que ele ajuda a sua evolução, aceitando-o sem revolta.

 

Fica com uma fé inabalável no futuro, a importância dos bens materiais perde-se no horizonte porque a perspectiva da felicidade que o espera dá-lhe a paciência, a resignação e a coragem para ir até ao fim do caminho.

 

Com estes ensinamentos que o espiritismo nos dá é realizado o que Jesus disse do consolador prometido: conhecimento das coisas, que faz o homem saber de onde vem, para onde vai e porque está na Terra, lembrança dos verdadeiros princípios da lei de Deus e a consolação pela fé e pela esperança.



publicado por isabel-maria às 17:46
Sábado, 22 de Outubro de 2011

A indulgência é um sentimento doce, fraternal que todos nós deveríamos sentir em relação àqueles que nos rodeiam.

 

A indulgência não vê defeitos e se os vê, evita comentá-los para evitar que se propaguem.

 

Devemos saber julgar os nossos corações, os nossos pensamentos e os nossos próprios actos sem nos preocuparmos com os actos dos outros.

 

Temos que saber ser severos connosco e indulgentes para com os outros.

 

A indulgência atrai a calma e corrige, enquanto a crítica afasta e irrita.

 

Devemos ajudar a fortificar os fracos mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento.

 

Temos que compreender toda a misericórdia infinita do Nosso Pai e nunca devemos esquecer-nos de dizer em pensamento:

 

- “Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos aqueles que nos têm ofendido”.

 

Devemos compreender bem o valor destas palavras.

 

Porque só nos lembramos de pedir perdão a Deus quando nos esquecemos das nossas obrigações e nos lembramos das nossas transgressões.

 

No entanto se Deus se esquecesse das nossas faltas, não éramos punidos mas também não éramos recompensados.

 

Ao pedirmos perdão a Deus, estamos a pedir também o favor de Sua Graça para não cairmos de novo e a força necessária para entrarmos num outro caminho, no caminho da submissão, do amor e do arrependimento.

 

Quando perdoarmos os nossos irmãos não devemos ficar contentes com o esquecimento das suas faltas, devemos acrescentar o amor a esse perdão, fazendo por esses irmãos o que pedimos ao Nosso Pai que faça por nós.

 

Temos que saber substituir a cólera que mancha pelo amor que purifica.

 

Esta caridade foi-nos transmitida por Jesus enquanto esteve na Terra e se queremos seguir-lhe as pegadas então devemos saber copiar o seu exemplo.

 

A caridade para com todos e amor de Deus sobre todas as coisas, porque o amor de Deus resume todos os deveres e porque é impossível amar a Deus sem praticar a caridade.



publicado por isabel-maria às 18:22
Terça-feira, 09 de Agosto de 2011

É na Terra que existem as condições ideais para a nossa evolução.

 

Nascemos para sermos felizes, para vivermos com amor e sabermos ultrapassar todas as nossas dificuldades com coragem, fé e confiança acreditando que nunca estamos sozinhos que todos somos filhos de Deus que nunca nos abandona e que estamos sempre acompanhados pelo nosso Anjo da Guarda e o Nosso Santo Protector.

 

No entanto não é isso que acontece.

 

Conforme vamos crescendo, começamos a enfrentar dificuldades, ganhamos medos, temos preconceitos, sentimos revolta, ciúme, inveja, chegamos a sentir ódio em alguns momentos das nossas vidas, em outras situações tornamo-nos vaidosos, arrogantes, egoístas e vivemos sem nunca nos lembrarmos que Deus existe.

 

Somos muito materialistas e só olhamos para nós próprios e no que nos pode alimentar o nosso orgulho.

 

Vivemos sem saber o que é a caridade e iludimo-nos quando damos alguma esmola porque essa esmola apenas serve para alimentar o nosso orgulho pois a caridade é muito mais do que isso.

 

Não há caridade sem amor, sem humildade, sem piedade.

 

A caridade ultrapassa a fronteira do materialismo.

 

Vivemos revoltados com as dificuldades que nos surgem e não sabemos aceitá-las com resignação e humildade elevando o pensamento a Deus agradecendo por termos tido oportunidade de estar na Terra para evoluir.

 

Estamos sempre a lamentar-nos que não somos ricos.

 

A riqueza é sem duvida uma prova mais arriscada e mais perigosa do que a miséria, em virtude das excitações, das tentações que oferece e da fascinação que exerce.

 

É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual.

 

É o laço que mais poderosamente liga o homem à Terra e desvia os seus pensamentos do Céu.

 

Produz tamanha vertigem que vemos quase sempre, os que passam da miséria à fortuna esquecerem-se rapidamente da sua antiga posição, e daqueles que o ajudaram, tornam-se insensíveis, egoístas e fúteis.

 

Não podemos atribuir à riqueza a fonte do mal e sim ao homem que a possui e dela abusa, como abusa de todos os dons que Deus lhe dá.

 

Pelo abuso ele torna prejudicial o que poderia ser-lhe mais útil, o que é uma consequência do estado de inferioridade do mundo terreno.

 

Se a riqueza só tivesse de produzir o mal, Deus não a teria posto na Terra. Cabe ao homem transformá-la em fonte do bem. Se ela não é uma causa imediata do progresso moral é sem dúvida um poderoso elemento de progresso intelectual.

 

O homem tem a missão de trabalhar pela melhoria material do globo para que um dia possa ter toda a população que a sua extensão comporta. Mas para alimentar toda essa população deve aumentar a sua produção. Se a produção numa região for insuficiente é preciso ir buscá-la noutro local. Por isso as relações entre as populações tornam-se uma necessidade e para facilitá-las é forçoso destruir os obstáculos materiais que as separam.

 

Durante séculos as gerações tiveram que trabalhar explorando o subsolo da Terra, extraindo a sua riqueza e procurou na ciência os meios para executar tais explorações de maneira mais rápida e segura, mas para isso necessitava de recursos e essa necessidade levou-o a produzir a riqueza, como o tinha feito descobrir a ciência. Essa actividade aumentou e desenvolveu-lhe a inteligência

 

Essa inteligência que o homem a princípio concentra na satisfação das suas necessidades materiais irá um dia ajudá-lo a compreender as grandes verdades morais.

 

A riqueza é o primeiro meio de execução, pois sem ela não haveria trabalhos, actividades, estímulos ou pesquisas e por isso é considerada um elemento de progresso.

 

Cada vez mais nos deparamos com a desigualdade das riquezas e por isso seria um enorme problema de difícil resolução se considerarmos apenas a nossa vida actual, se acreditarmos que com a morte do corpo tudo se acaba.

 

Para os que não acreditam na existência de Deus, nem na vida eterna, poderão perguntar porque é que todos não são ricos?

 

Poderá ser porque nem todos são tão inteligentes nem trabalhadores para adquirirem riqueza nem cautelosos para a conservar.

 

Se toda a humanidade tivesse o necessário para viver, iria contribuir para o fim dos trabalhos que produzem o progresso e o bem-estar da humanidade, desaparecendo o estímulo que impulsiona o homem às grandes descobertas.

 

Se Deus concentra a riqueza em certos pontos é para que ela se expanda em quantidades suficientes segundo as necessidades.

 

Poderemos pensar porque é que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la produzir para o bem de todos?

 

Esta é uma prova de sabedoria e de bondade de Deus. Ele dá ao homem o livre arbítrio para que por ele próprio possa discernir a diferença entre o bem e o mal, de maneira que a pratica do bem fosse o resultado dos seus esforços e da sua própria vontade.

 

A riqueza é um poderoso meio de acção para o progresso e Deus não quer que ela permaneça improdutiva e é por isso que continuamente a transfere.

 

Cada um deve possuí-la para se exercitar e provar a maneira de a usar.

 

É impossível todos os homens a possuírem ao mesmo tempo, mas se fosse possível ninguém trabalharia e a evolução da Terra seria prejudicada.

 

Como cada um a possui por sua vez aquele que não a tem hoje, já a teve no passado ou a terá no futuro, numa outra existência e o que a possui hoje poderá não tê-la amanhã.

 

Há ricos e pobres, Deus é justo e cada qual deve trabalhar por sua vez.

 

A pobreza é para uns a prova da paciência e resignação.

 

A riqueza é para outros a prova da caridade e da renúncia.

 

Poderemos dizer que tudo se equilibra com justiça.

 

Os pobres não têm motivos para se lamentar que Deus os esqueceu, nem de invejar os ricos e nem estes têm motivos para se vangloriar do que possuem.

 

Se por outro lado estes abusam da fortuna, não será através de decretos ou leis que se poderá remediar o mal.

 

As leis podem modificar momentaneamente o exterior, mas não podem modificar o coração e por isso têm um efeito temporário e provocam sempre uma reacção mais desenfreada.

 

A origem do mal está no egoísmo e no orgulho.

 

Todos os abusos acabam por si mesmos quando os homens se conduzirem pela lei da caridade.

 

Não necessitamos preocupar-nos com a riqueza material, temos sim que nos preocupar com a nossa riqueza espiritual.

 



publicado por isabel-maria às 00:07
Domingo, 12 de Junho de 2011

Durante a Idade Média, os duelos eram a prática mais comum para decidir da culpa ou inocência de um acusado.

 

Este acto bárbaro ainda existe na nossa sociedade.

 

É sem dúvida em certos casos uma prova de coragem física, de indiferença pela vida, mas também é indiscutivelmente uma prova de cobardia moral, como o suicídio.

 

O suicida não tem coragem de enfrentar as dificuldades da vida e aquele que pratica o duelo não a tem para suportar as ofensas.

 

Arriscar a vida para vingar uma ofensa é recuar diante das provas da existência.

 

É sempre um crime aos olhos de Deus.

 

A nossa legislação considera crime os homicídios praticados através dos duelos.

 

Ao longo da nossa caminhada enfrentamos diversas dificuldades, sentimo-nos ofendidos, maltratados, ficamos com o nosso orgulho ferido e só sabemos responder de uma forma áspera e também nos enfrentamos.

 

Começamos a odiar e temos necessidade de nos vingar.

 

Não será esta atitude considerada de duelo?

 

Em algum momento nos perguntamos se estamos ou não agindo como cristãos

 

Devemos amar-nos uns aos outros e então ao golpe de ódio respondemos com um sorriso e às ofensas com o perdão.

 

Temos que aprender a ser mais humildes, tolerantes e perdoar cada vez mais, porque também nós gostamos de ser perdoados.

 

O perdão aproxima-nos de Deus, porque a clemência é irmã do poder.

 

Esta conduta poderá parecer um pouco difícil de realizarmos, mas se todos os dias nos lembrarmos que não devemos fazer aos outros o que não queremos que nos façam, então desaparecerão todas as causas de discórdia e com elas as causas dos duelos e das guerras que não são mais do que duelos entre os povos.

 

Quando os nossos irmãos que se encontram num estado de perispirito com algum conhecimento já reconhecem que se deu a morte do corpo, ouvem o seu Anjo da Guarda e não querem evoluir mais porque no estado em que se encontram sentem-se com faculdades que não tinham quando estavam na Terra e se aproveitam dos conhecimentos que têm para proveito próprio e se tornam brincalhões, chegam a formar grupos para subjugar e enganar outros perispiritos menos evoluídos e almas desencarnadas que se encontram sozinhas assustadas porque não sabem o que se passa com elas, não estão também eles a praticar duelos?

 

Com certeza que sim, pois nós sabemos que conforme for a nossa conduta aqui na Terra, assim será num mundo paralelo e temos que nos lembrar que só é verdadeiramente grande aquele que considerando a vida como uma viajem que tem um destino certo, não se incomoda com as dificuldades do caminho e não se deixa desviar nem por um instante da rota certa.

 

Coloca os olhos fixos no seu objectivo, não se importando que os obstáculos e os espinhos o ameacem porque sabe que apenas lhe podem roçar sem o ferir e que não o impedem de avançar.

 

 

 



publicado por isabel-maria às 16:15
Sábado, 12 de Março de 2011

Quando temos confiança nas nossas forças somos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos.

 

Quando se diz a fé move montanhas, elas não são mais do que as dificuldades, as resistências, a má vontade que encontramos entre os homens.

 

Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, o fanatismo, o orgulho, a maldade, o ódio, a vingança são também montanhas que estorvam o nosso caminho.

 

A fé quando é forte, sólida, dá-nos a confiança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos tanto nas pequenas como nas grandes coisas.

 

A fé indecisa produz a incerteza, a hesitação e isso é aproveitado pelos adversários que devemos combater.

 

Essa fé nem sequer procura os meios de vencer, porque não acredita na possibilidade da vitória.

 

Considera-se como fé, a confiança que se deposita na realização de uma determinada coisa, a certeza de se atingir um determinado objectivo.

 

Neste caso ela confere uma espécie de lucidez que faz antever através do pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança sem nunca se enganar.

 

Esta fé pode fazer com que se realizem grandes coisas.

 

A fé sincera e verdadeira é sempre calma.

 

Ela confere a paciência a quem sabe esperar e estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas há a certeza de chegar ao fim.

 

A fé insegura sente a sua própria fraqueza e quando é estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder aliar a força com a violência.

 

A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência pelo contrário é uma prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.

 

É necessário não confundir a fé com a presunção.

 

A verdadeira fé é associada à humildade.

 

Aquele que a possui confia em Deus mais do que em si mesmo, pois sabe que nada pode sem Ele e por isso os bons espíritos vêm em seu auxílio.

 

Na presunção existe mais orgulho do que fé e o orgulho é mais cedo ou mais tarde castigado pelas decepções e fracassos da vida.

 

O poder da fé tem aplicação directa e especial na acção magnética.

 

O homem age sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e dá-lhe uma força irresistível.

 

Aquele que alia a um poder fluidico normal uma fé ardente, pode agir unicamente para o bem e realizar verdadeiros fenómenos de cura e de outra natureza que normalmente se considera de milagre e que entretanto não são mais do que consequências de uma lei natural.

 

A fé no sentido religioso pode ser cega, aceitando sem controlo o falso e o verdadeiro.

 

Levada ao excesso produz o fanatismo.

 

E quando a fé é apoiada no erro mais cedo ou mais tarde se destrói.

 

A fé que tem por base o verdadeiro é a única que tem o futuro assegurado, porque não deve ter medo do progresso do conhecimento, porque o que é verdadeiro na obscuridade também o é em plena luz.

 

Existem várias religiões e cada uma delas pretende ser a mais verdadeira, mas estabelecer a fé cega sobre uma questão de crença é confessar a falta de capacidade para demonstrar que se está com a razão.

 

A fé não se oferece, nem se compra e muito menos se impõe.

 

Muitas pessoas dizem que não são culpadas porque não têm fé.

 

No entanto, ela se adquire e não existe ninguém que esteja impedido de possui-la.

 

A fé não se dirige a uma pessoa e diz:

 

- Olá eu sou a fé, tu por acaso queres ficar comigo?

 

As pessoas é que têm que saber procurá-la e se o fizerem com sinceridade de certeza que a encontrarão.

 

No entanto existem pessoas que podem dizer:

 

- Eu queria tanto ter fé, tenho tentado, mas não consigo.

 

Pois é, realmente apenas procuram a fé através de algumas palavras que são soletradas pelos lábios e nunca tentam que essas mesmas palavras sejam faladas pelo coração.

 

Podem ter variadas provas ao seu redor e recusam-se a vê-las, uns pela indiferença, outros poderão ter medo de mudar os hábitos e na grande maioria existe orgulho que se recusa a reconhecer um poder superior, a existência de Deus, porque se consideram seres superiores.

 

Para algumas pessoas a fé parece de alguma forma inata, basta uma faísca para desenvolve-la.

 

A facilidade que têm para assimilar as verdades espirituais é um sinal de progresso anterior.

 

Enquanto que outras é com grande dificuldade que assimilam a realidade espiritual, o que torna evidente que a natureza do seu espírito não está tão evoluído.

 

As primeiras já acreditaram e compreenderam e trazem ao renascer a intuição do que sabiam, poderá dizer-se que a sua educação já foi realizada, enquanto as segundas ainda têm muito que aprender e a sua educação por fazer.

 

Essa educação será feita se não for concluída nesta existência, terminará numa outra.

 

A fé necessita de uma base e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer e para crer não basta ver é necessário compreender.

 

É a fé cega que hoje em dia produz o maior número de incrédulos, porque ela quer impor-se exigindo aos outros a sua aceitação impedindo que se façam perguntas e haja liberdade de escolha.

 

A verdadeira fé apoia-se nos factos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade.

 

Crê-se porque se tem a certeza e só se está certo, quando se compreendeu.

 

É uma fé inabalável que pode enfrentar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por isabel-maria às 11:23
Domingo, 09 de Janeiro de 2011

Todos vivemos com certas dificuldades e estamos sempre à espera que haja um milagre para que todos os problemas desapareçam.

 

Muitas vezes estamos revoltados, culpamos os outros por tudo o que nos acontece, sentimo-nos as vítimas de todas as situações que nos surgem mas nunca pensamos:

 

 - Se eu acredito que Deus existe e sei que Ele é amor, é uma fonte de energia, que todos somos feitos à Sua imagem e semelhança, então eu tenho que ter amor, ser feliz e resolver todos os problemas sem revolta.

 

Todos queremos ter um milagre, mas nunca nos lembramos que é dentro de nós que se encontra o verdadeiro milagre, porque todos nós temos a capacidade de resolver todas as dificuldades sem entrarmos em desespero.

 

Nós nascemos para sermos felizes e se estamos encarnados na Terra foi porque pedimos a Deus porque queremos evoluir.

 

Não nos podemos preocupar com o que nos aconteceu ontem porque isso pertence ao passado, nem com o futuro porque também ainda não chegou e só nos faz sofrer por antecipação, apenas temos que saber viver o momento presente com sabedoria, com fé, esperança, amor a nós próprios e a tudo o que nos rodeia.

 

Devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados, não julgando nem prejudicando, porque todos estamos na Terra para cumprir uma missão, que quando chega ao fim já nada fazemos na Terra e voltamos para a nossa casa, passamos a almas desencarnadas e continuamos a nossa evolução.

 

Por isso quanto mais fortes, mais confiantes e menos materialistas nós formos, melhor será para nós no dia que chegarmos à outra dimensão.



publicado por isabel-maria às 14:43
Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Na Terra temos todas as condições necessárias à nossa evolução e tudo aquilo que possuímos é porque Deus nos concede.

 

Da mesma maneira que a fortuna, a autoridade é concedida e um dia irá ser pedido contas a quem dela for investido.

 

Ela não é dada para satisfazer o fútil prazer de mandar como pensam a maioria dos poderosos da Terra.

A autoridade não é um direito ou uma propriedade.

 

Deus concede-a e também a retira sem o consentimento daqueles que a possuem.

 

Esta é concedida a título de missão ou de prova.

 

Aquele a quem for confiado esta missão e qualquer que seja a sua extensão, desde a do senhor sobre o escravo, até a do Chefe do Estado sobre o seu povo não deve fugir à responsabilidade de um encarregado de almas, pois responderá pela boa ou má orientação que der aos seus subordinados e as faltas que estes poderem cometer e os vícios a que forem arrastados em consequência dessa orientação ou dos maus exemplos recebidos, recairão sobre ele.

 

Da mesma maneira colherá os frutos da sua qualidade por conduzi-los ao bem.

 

Todos os homens têm sobre a Terra uma pequena ou grande missão e qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem, desviá-la do seu sentido, é fracassar no seu cumprimento.

 

Se Deus pergunta ao rico:

 

Que fizeste da fortuna que devia ser em tuas mãos uma fonte espalhando a fecundidade em seu redor?

 

Também perguntará ao que possui alguma autoridade:

 

Que uso fizeste dessa autoridade?

 

Que males impediste?

 

Que progressos impulsionaste?

 

Se te dei subordinados, não foi para torná-los escravos da tua vontade, nem dóceis instrumentos dos teus caprichos e da tua cupidez;

 

Se te fiz forte e te confiei os fracos, foi para que os amparasses e os ajudasses a subir até Mim.

 

 

Aquele que guardou as palavras de Cristo não despreza nenhum dos seus subordinados porque sabe que as diferenças sociais não prevalecem diante de Deus. E que se eles lhe obedecem, na verdade já podem tê-lo dirigido ou poderão dirigi-lo mais tarde e então, será tratado como os tratou.

 

Se aquele que é superior tem tarefas a cumprir, o inferior também as tem e não são menos sagradas.

 

Se este tiver conhecimentos espirituais a sua consciência lhe dirá, ainda mais fortemente que não está dispensado de cumprir as suas tarefas, mesmo que o seu chefe não cumpra o que lhe compete porque sabe que não se deve pagar o mal com o mal e que as faltas de uns não autorizam as faltas dos outros.

 

Se sofre na sua posição, poderá dizer que sem dúvida o mereceu porque ele mesmo talvez já tinha um dia abusado da sua autoridade, devendo agora sentir os inconvenientes do que fez os outros sofrerem.

 

Caso seja obrigado a suportar essa posição, deverá resignar-se a isso como uma prova à sua humildade, necessária à sua evolução.

 

Todo aquele que usa da autoridade e age como um bom Cristão, a sua fé o guia na sua conduta.

 

Ele age como desejaria que os seus subordinados agissem com ele e por isso mesmo é mais cuidadoso nas suas obrigações, é guiado pelo sentimento do dever, que a sua fé lhe inspira e sabe que todo o desvio do caminho do bem será uma dívida que terá que pagar mais cedo ou mais tarde.

 

Todos sabemos que nunca estamos sozinhos, que todos somos filhos de Deus feitos à sua imagem e semelhança e qualquer que seja a nossa missão devemos aceitar com resignação todas as dificuldades que nos surgem, com fé e confiança.

 

Acreditando que Deus está sempre a ajudar-nos.

 

Ao começar ou acabar uma tarefa, devemos elevar o nosso pensamento a Deus pedindo-lhe a sua protecção para executá-la ou a sua bênção quando esta estiver terminada.

 

Devemos ter sempre no nosso coração um sentimento de piedade e de amor.

 

Quando pedimos ajuda não devemos ter pensamentos fúteis para que os bons espíritos encontrem em nós as condições favoráveis para lançar as sementes que devem germinar nos nossos corações a fim de produzirem frutos da caridade e da justiça.

 

Nunca nos podemos esquecer que Deus é amor e abençoa aqueles que amam com pureza.



publicado por isabel-maria às 10:46
Domingo, 07 de Novembro de 2010

No dia 01 de Novembro comemorou-se na Terra o Dia de Todos os Santos.

 

Devido à educação, cultura e tradição, neste dia todos pensam em visitar as campas dos seus entes queridos e amigos.

 

Esta perca causa sofrimento tanto ao rico como ao pobre.

 

No entanto como seres encarnados que somos na Terra, temos que saber que quando existe a morte do corpo o que acontece é que estamos partindo para a nossa verdadeira casa, pois a Terra não é mais do que um sítio passageiro que nos ajuda na nossa evolução.

 

Aqui tudo o que possuímos é apenas para nos ajudar a limar as arestas que nas existências anteriores não foram ultrapassadas.

 

Se todos tiverem essa consciência, então temos que saber que o espírito estando em casa é mais feliz do que na Terra, ao lamentarmos que tenha deixado esta vida é lamentar que ele seja feliz.

 

Por exemplo duas pessoas que se encontram presas na mesma cadeia e se tornam amigas, elas sabem que um dia saem em liberdade, mas uma delas a obtém primeiro. A que continua presa deverá ficar triste? Neste caso seria mais egoísmo do que amizade ao querer que a outra pessoa partilhe por mais tempo o cativeiro e o sofrimento.

 

Onde existe a caridade neste caso?

 

O mesmo acontece com dois seres que se amam na Terra. O que parte primeiro foi o primeiro a libertar-se e devemos alegrar-nos por isso, sabendo esperar com paciência o momento da nossa libertação.

 

Mas contrariamente a este pensamento, as pessoas choram e sofrem e levam o resto da vida a lamentarem-se desta perca e não percebem o mal que fazem a elas próprias e àqueles que partiram, porque os espíritos comunicam-se através do pensamento e logo quando se dá a morte do corpo passam a designar-se por almas desencarnadas, não sabem o que lhes aconteceu.

 

Vêem-se como se ainda tivessem um corpo, deslocam-se à velocidade do pensamento, tentam contactar connosco e não obtêm resposta, desconhecem as leis de Deus, não ouvem o seu Anjo da Guarda, vivem num mundo paralelo ao nosso.

 

E quando já estão aceitando as leis de Deus, ouvindo a voz do Anjo da Guarda e aceitando a sua nova condição, na Terra está-se a realizar a tradição de chorar os seus mortos.

 

Os cemitérios encontram-se cheios e nesta altura não se apercebem de quanto estão a prejudicar e quanto trabalho estão a ter os espíritos mais evoluídos para tentarem evitar que esses nossos irmãos que já vão aceitando a morte do seu corpo e acreditando que também eles são filhos de Deus, regridam na sua evolução e tentam aproximar-se das vozes daqueles que os evocam na Terra.

 

A prática deste excesso, não é mais do que uma falta de fé no futuro e de confiança em Deus e por conseguinte um obstáculo ao progresso.

 



publicado por isabel-maria às 18:07
Domingo, 03 de Outubro de 2010

Vivemos de acordo com a nossa educação, cultura e tradição do nosso País.

 

Amamos a nossa Pátria.

 

Será que após a morte do nosso corpo, continuamos a sentir a mesma coisa?

 

Como almas desencarnadas, iremos buscar mundos paralelos aos da Terra, superiores ou inferiores.

 

A visão da alma depende das nossas aflições e apegos.

 

O que somos como almas encarnadas, assim seremos como almas desencarnadas. Portanto quanto menos apegos materiais nós tivermos maior será a visão da nossa alma desencarnada.

 

A situação dos espíritos e a sua maneira de ver as coisas variam no infinito na razão do grau do seu desenvolvimento moral e intelectual.

 

Para os espíritos elevados a Pátria é o universo. Para eles a Terra é o sítio onde têm um maior número de pessoas simpáticas.

 

Geralmente só vêm à Terra por ciclos de curta duração. E consideram que tudo o que aqui é feito é bastante insignificante em comparação com as grandezas do infinito.

 

As coisas que atribuímos de muita importância eles consideram tão insignificantes que não encontram muitos atractivos neste mundo a menos que tenham sido chamados a colaborar no progresso da humanidade.

 

Para os espíritos de uma ordem intermédia vêm mais frequentemente à Terra e a sua maneira de encarar as coisas são de ordem mais elevada do que se forem almas encarnadas.

 

Os espíritos vulgares, que podemos chamar de perispiritos, são os que permanecem constituindo a população do mundo invisível. Conservam as mesmas ideias, os mesmos gostos e as mesmas tendências que tinham na Terra.

 

Influenciam-nos nas nossas reuniões, negócios, diversões e a sua actividade é de acordo com o seu carácter.

 

No entanto existem alguns mais sérios que vêm e observam para se instruírem e aperfeiçoarem.

 

Como seres encarnados na Terra devemos parar e pensar que temos muitos apegos que nos condicionam na nossa evolução.



publicado por isabel-maria às 00:27
Domingo, 29 de Agosto de 2010

Toda a moral de Jesus se resumia na caridade e na humildade que são as duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho.

 

Em todos os seus ensinamentos Ele mostra-nos que estas virtudes são o caminho para a felicidade eterna.

 

Um dia Jesus disse:

 

“ Bem – aventurados, os pobres de espírito “ estava a referir-se aos humildes porque deles é o reino dos Céus.

 

“ Bem – aventurados os que têm o coração puro; bem-aventurados os que são mansos e pacíficos; bem – aventurados os que são misericordiosos “.

 

Um dia um fariseu perguntou a Jesus “Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna”?

 

Jesus respondeu: “ amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e ao próximo como a ti mesmo” e o fariseu pergunta:”quem é o meu próximo”?

 

E Jesus começa a contar-lhe uma história de um homem que vinha de Jerusalém a Jericó e foi assaltado e maltratado pelos ladrões que o abandonaram quase morto. Pelo mesmo caminho passava um sacerdote que quando o viu passou ao largo, mais tarde um levita que ao vê-lo também passa ao largo.

 

Um samaritano que ao passar chega perto dele e quando o viu teve compaixão e atou-lhe as feridas, colocando nelas azeite e vinho. Depois coloca-o no seu camelo e leva-o para uma estalagem para tomar conta dele.

 

No dia seguinte tirou dois denários que era como se denominava a moeda daquela época e entregou-os ao estalajeiro pedindo-lhe para tratar bem daquele homem e se necessitasse de gastar mais do que aquela importância ele retribuía quando voltasse.

 

Assim estava a amar o próximo como a si mesmo. Foi isto que Jesus nos ensinou e é este exemplo que todos devemos seguir.

 

Devemos fazer aos outros aquilo que gostávamos que nos fizessem. Também devemos saber amar os nossos inimigos. Devemos perdoar todas as ofensas se queremos ser perdoados. Se não soubermos perdoar como poderemos um dia querer que Deus nos perdoe?

 

Devemos fazer o bem sem vaidade e exibição.

 

Não devemos julgar os outros sem antes nos julgarmos.

 

Jesus enquanto esteve na Terra e em todos os seus actos esteve sempre presente a humildade e a caridade. Quis mostrar à humanidade que a caridade é uma condição absoluta da felicidade eterna.

 

A caridade é uma virtude que engloba a humildade, a mansidão, a benevolência, a justiça, entre outras.

 

A caridade é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.

 

Então o fariseu pergunta a Jesus qual é o grande mandamento da lei?

 

E Jesus respondeu:

 

“Amareis ao Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, e de todo o vosso entendimento.

 

Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este é:

 

Amarás o vosso próximo como a vós mesmos”.

 

A caridade e humildade são a única via da salvação enquanto o egoísmo e o orgulho são a via da perdição.

 

Este princípio é formulado nos termos contidos naqueles dois mandamentos, que significa que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo nem amar o próximo sem amar a Deus, porque tudo quanto se faz contra o próximo é contra Deus que se faz. Não se pode amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo e todos os deveres do homem se encontram resumidos nesta frase: fora da caridade não há salvação.

 

Esta frase é a consequência do princípio de igualdade perante Deus e da liberdade de consciência.

 

E se tivermos esta máxima como regra, todos os homens são irmãos e seja qual for a sua maneira de adorar Deus, eles dão as mãos e oram uns pelos outros.

 

Esta frase contem os destinos dos homens sobre a Terra e no Céu.

 

Sobre a Terra, eles viverão em paz e no Céu todos os que a tiverem praticado encontrarão graça diante do Senhor.

 

Devemos agradecer a Deus por nos permitir ter conhecimento do espiritismo porque ajuda a compreender melhor os ensinamentos de Cristo e a nos tornar melhores Cristãos.

 

Pode-se dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma e a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja a religião a que pertençam.

 



publicado por isabel-maria às 20:56
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