Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

O escândalo é tudo aquilo que choca a moral ou as conveniências de maneira ostensiva.

 

Esta palavra implica a ideia de um certo estrondo.

 

O escândalo não está na acção, mas nas repercussões que pode ter.

 

Muitas pessoas contentam-se em evitá-lo, porque o seu orgulho sofreria com ele e a sua consideração diminuiria entre os homens, procurando esconder as suas desonestidades, o que lhes basta para tranquilizar a consciência.

 

Estas pessoas são como uns vasos limpos por fora, mas sujos por dentro.

 

A palavra escândalo é muito ampla e por isso um motivo para não ser compreendida em certos casos.

 

Escândalo não é somente o que ofende a consciência do próximo, mas tudo o que resulta dos vícios e  das imperfeições humanas, todas as más acções de individuo para individuo com ou sem repercussão.

 

O mal é uma consequência da imperfeição humana e não que os homens sejam obrigados a praticá-lo.

 

Mas é necessário existir o escândalo para que os homens em expiação na Terra se possam punir a si próprios, pelo contacto dos seus próprios vícios, dos quais são as primeiras vitimas e cujos inconvenientes acabam por compreender.

 

Depois do sofrimento causado pelo mal, procurarão o remédio no bem.

 

A reacção desses vícios serve ao mesmo tempo de castigo para uns e de prova para outros.

 

E assim nasce o bem do mal.

 

O mal é necessário e durará sempre e se não houvesse culpados não haveria necessidade de haver castigos.

 

Um dia quando a humanidade estiver transformada numa comunidade de homens de bem, ninguém procurará fazer mal ao próximo e todos serão felizes.

 

Assim será o estado dos mundos evoluídos onde o mal foi excluído.

 

Mas enquanto certos mundos avançam, outros se formam povoados de espíritos primitivos e que servem ainda de morada, de exílio e de lugar de expiação para os espíritos imperfeitos, obstinados no mal e rejeitados pelos mundos que se tornam felizes.

 

Todos os dias devemos querer ser melhores, mais tolerantes com aqueles que nos rodeiam, mais humildes, menos orgulhosos e vaidosos, devemos tratar os outros como gostaríamos que nos tratassem.

 

Devemos querer esquecer o ódio e a vingança e enchermos o nosso coração de amor.

 

Devemos lembrar-nos que temos que evoluir.

 

Temos que ter capacidade para distinguir o bem do mal, o que é nosso e o que nos é induzido.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por isabel-maria às 11:36
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