Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Estamos sempre a perguntar porque é que uns nascem na miséria e outros na riqueza sem nada terem feito para justificar tanta abundância, porque é que para uns nada dá certo e para outros a vida lhes sorri.

 

Mas o que mais nos surpreende e não se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude e ver os homens bondosos sofrer ao lado daqueles que só sabem fazer o mal e que prosperam.

 

A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência mas não nos explica estas anomalias que parecem desmentir a justiça de Deus.

 

Jesus prometeu compensar os aflitos da Terra, mas essas compensações só poderão realizar-se na vida futura.

 

Deus é soberanamente justo e bom e não age por capricho ou com parcialidade.

 

Todos os problemas da humanidade têm uma causa e como Deus é justo essa causa também é justa.

 

Os nossos problemas são de duas espécies, isto é, têm duas origens bem diversas, pois uns têm causas da vida presente e outros a sua origem é de outras existências anteriores.

 

Quanto aos problemas da nossa existência actual, temos que reconhecer que são originados pelo nosso carácter e pela nossa conduta.

 

Quando nos sucedem situações em que dizemos a nós próprios como fomos cair desta maneira, temos que saber que a culpa foi apenas nossa, pois somos vítimas da nossa imprevidência, do nosso orgulho e da nossa ambição.

 

Quantas pessoas ficam arruinadas por falta de ordem na sua vida, falta de firmeza nas suas decisões, pelo mau comportamento e porque os seus desejos não tiveram limites.

 

Julgamo-nos muito fortes, mas não passamos de uns fracos porque deixamos que se desenvolvam em nós sentimentos de orgulho, vaidade, ambição, egoísmo, parecemos os donos do mundo que nem sabemos perdoar mas não pensamos que alimentamos todos os sentimentos que nos afastam de Deus.

 

E mais tarde iremos colher o que semeamos, mas cada vez que nos sentimos tristes e decepcionados com a vida que temos, devemos interrogar friamente a nossa consciência para meditarmos sobre o assunto que nos preocupa e verificarmos passo a passo tudo o que fizemos até chegarmos à conclusão de dizermos: se eu não tivesse feito aquela coisa não estaria nesta situação.

 

Se temos problemas somos nós que os provocamos na grande maioria das vezes.

 

Como seres humanos e com a vaidade que temos nunca consideramos que a culpa é nossa e com este pensamento sentimo-nos menos humilhados.

 

Apontamos sempre como causa desses problemas a falta de sorte, ao destino e à falta de oportunidade.

 

Nós só conseguiremos evitar este tipo de problemas quando começarmos a trabalhar para a nossa evolução espiritual e desenvolvimento intelectual.

 

Na Terra existem as leis dos homens e muitos são condenados e por isso poderão dizer que sofreram a consequência do acto que praticaram. No entanto essa lei não alcança todas as faltas da humanidade.

Essas leis apenas castigam aqueles que causam prejuízos à sociedade.

 

Aquele que é prejudicado pelo seu próprio acto, esta lei não condena.

 

Deus vê o progresso de toda a humanidade e não há uma só falta por mais leve que seja que não tenha consequências forçosas e inevitáveis mais ou menos desagradáveis.

 

Assim também os nossos sofrimentos são uma advertência de que um dia agimos mal.

 

Costumamos dizer que a vida nos ensina e quando o homem chega a uma determinada idade e vê como a sua vida foi desperdiçada e que o mal é irremediável, fica surpreendido e pensa que se no inicio da sua vida soubesse o que sabe com aquela idade, teria agido de maneira completamente diferente e já não tem mais tempo na Terra para corrigir todos os seus actos.

 

Mas para nós e antes que seja tarde, devemos tentar corrigir todos os nossos actos com fé e confiança, porque todos os dias o sol brilhará para nos dar mais esperança.

 



publicado por isabel-maria às 19:22
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