Sábado, 08 de Novembro de 2008

 Estamos na terra com uma missão que nos ajuda na nossa evolução.

 

Só somos proprietários do que poderemos levar deste mundo.

 
Não possuímos nada do que se destina ao uso do corpo, apenas o seu usufruto e somos proprietários de tudo o que se destina ao uso da alma que é a inteligência, os conhecimentos e as qualidades morais.
 
Isto é o que nós temos quando nascemos e levamos quando partimos e ninguém tem o poder de nos tirar.
 
É a nossa riqueza e deveremos estar mais ricos quando partimos de que quando chegamos a este mundo, porque a nossa posição futura depende dessa riqueza acumulada através das várias reencarnações.
 
Mas nunca nos lembramos deste pormenor.
 
Crescemos e vivemos numa sociedade egoísta, só pensamos em trabalhar, ganhar muito dinheiro, compramos o que queremos e pensarmos em nós esquecemo-nos daqueles que poderão necessitar da nossa ajuda.
 
Tornamo-nos vaidosos, orgulhamo-nos daquilo que possuímos, mas vamo-nos esquecendo de muitos pormenores.   
 
Todos os bens da Terra pertencem a Deus que os dispensa de acordo com a sua vontade, nós apenas usufruímos deles. E o exemplo disso é quando ouvimos falar em grandes fortunas que de um momento para o outro desaparecem sem sabermos como, porque quando existe uma grande fortuna concentrada num só homem esta deve ser como uma fonte de água viva que espalha a fecundidade e o bem estar ao seu redor.
 
Será assim as missões das grandes fortunas. Aliviam a miséria actual, matam a fome, protegem do frio e dão asilo aos sem-abrigo, além de terem o dever de prevenir a miséria, têm a possibilidade de proporcionar trabalhos de toda a espécie.
 
Apenas necessitamos do essencial para a nossa sobrevivência e muitas vezes aquilo que consideramos essencial, aos olhos de Deus se torna supérfluo então deveremos dar do nosso supérfluo, ou melhor deveremos dar do nosso necessário porque esse necessário é também supérfluo, mas deverá ser dado com sabedoria para não ferir os sentimentos daqueles que irão receber.
 
Devemos amar-nos uns aos outros. Isto é a solução de todos os nossos problemas. O amor vence tudo. Estas palavras contêm o segredo da boa aplicação da nossa riqueza.
 
Todos somos filhos de Deus feitos à sua imagem e semelhança, deveremos amar-nos uns aos outros como Ele nos ama.
 
Todos somos devedores uns dos outros.
 
Deveremos lembrar-nos que já tivemos muitas vidas, portanto já vivemos nas mais diversas situações, que cada vez que reencarnamos tentamos ultrapassar certas dificuldades que não conseguimos em vidas anteriores, que somos nós que pedimos a Deus a vida que temos, onde nascemos, o circulo de amigos, a família, os colegas de trabalho, enfim todos fazem falta para a nossa evolução.
 
Para além disso não podemos esquecer-nos do nosso Anjo da Guarda, do Guia Protector e de todos os Espíritos que nos estão sempre a ajudar.
 
Deveremos aprender a viver sem apego aos bens materiais porque eles são os mais fortes entraves à nossa evolução espiritual.
 
Devemos saber amar todos os nossos inimigos e agradecer por eles existirem porque nos estão a ajudar mesmo sem saberem.
 
Temos que saber viver com amor, aprender a perdoar, a ser humildes, tolerantes, a fazer caridade, a saber ouvir aquele que necessita, porque assim estamos a aumentar a nossa riqueza.
 
Não nos podemos esquecer que tudo aquilo que somos hoje como seres encarnados, seremos como seres desencarnados.
 
Na vida temos muitas provas que devemos saber ultrapassá-las, com submissão, com fé, com coragem acreditando que quando Deus nos concede algo e nos tira também nos pode devolver. E que ao lado da maior prova Deus coloca sempre uma consolação.
 
Deveremos pensar sempre que há bens infinitamente mais preciosos do que os da Terra.
 
Deveremos aprender a contentar-nos com pouco. Se somos pobres não deveremos invejar os ricos porque a fortuna não é necessária à felicidade.
 
Se formos ricos não nos devemos esquecer que os nossos bens nos foram confiados e que teremos que justificar o seu emprego como uma justificação de contas e não temos o direito de dispor deles unicamente para nós, pois não os recebemos como doação mas como um empréstimo.
 
Mas penso que poderemos ter uma grande ambição que será a de acumularmos a maior riqueza espiritual possível para que um dia quando partirmos podermos dizer que somos milionários.   
 
 
 

 



publicado por isabel-maria às 23:38
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