Sexta-feira, 07 de Agosto de 2009

Todos vivemos em constante competição. Tentamos ser os melhores na escola, tentamos ser os mais competitivos no trabalho, tentamos sempre ganhar mais, gostamos de ser vaidosos, dar nas vistas, queremos a melhor casa, o melhor carro, queremos sempre competir, queremos andar em festas e adoramos divertir-nos.

 

E a grande maioria das vezes olhamos para os outros e achamos que são uns desgraçados.
 
Coitados olha a roupa que têm vestida está rota, os sapatos todos velhos, nem casa têm, são uns pobres coitados.
 
E esta é a visão que a nossa sociedade tem acerca daqueles que consideramos os menos privilegiados.
 
Mas eles são bastante felizes.
 
Nós como vivemos absorvidos pela nossa competição nem reparamos que no fundo os desgraçados somos nós.
 
Pois não conseguimos ver mais além do presente.
 
Porque a verdadeira desgraça está mais nas consequências de uma coisa, do que na própria coisa.
 
Por exemplo, um feliz acontecimento poderá trazer graves consequências o que na realidade o torna mais desgraçado do que um acontecimento inicialmente aborrecido que acaba por produzir o bem.
 
Muitas vezes quando nos deparamos com grandes tempestades que provocam quedas de árvores nós dizemos sempre que desgraça, mas esquecemo-nos que a finalidade daquela tempestade foi a de purificar a atmosfera e dissipar as bactérias e outros vírus que poderiam provocar a morte de muita gente.
 
Então esta tempestade não é uma desgraça mas sim uma felicidade.
 
Temos que aprender que para julgar uma coisa é necessário analisarmos as consequências.
 
Do mesmo modo que para julgarmos o que é realmente felicidade ou desgraça para o homem é necessário que se transporte para além desta vida porque é lá que as consequências se manifestam.
 
Tudo aquilo que para os homens é considerado desgraça, de acordo com a sua curta visão cessa com a vida e tem a sua compensação na vida futura.
 
A desgraça é tudo aquilo que nós costumamos desejar ou seja: a alegria, o prazer, a fama, a louca satisfação de vaidade, é tudo o que asfixia a nossa consciência e oprime o nosso pensamento.
 
A desgraça é o ópio do esquecimento.
 
Todo aquele que se sente realizado hoje de alegria, vaidade e prazer deverá tremer, aquele que chora deverá ter esperança.
 
Porque ninguém poderá fugir ao seu destino nem enganar Deus.


publicado por isabel-maria às 21:39
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