Sábado, 12 de Março de 2011

Quando temos confiança nas nossas forças somos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos.

 

Quando se diz a fé move montanhas, elas não são mais do que as dificuldades, as resistências, a má vontade que encontramos entre os homens.

 

Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, o fanatismo, o orgulho, a maldade, o ódio, a vingança são também montanhas que estorvam o nosso caminho.

 

A fé quando é forte, sólida, dá-nos a confiança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos tanto nas pequenas como nas grandes coisas.

 

A fé indecisa produz a incerteza, a hesitação e isso é aproveitado pelos adversários que devemos combater.

 

Essa fé nem sequer procura os meios de vencer, porque não acredita na possibilidade da vitória.

 

Considera-se como fé, a confiança que se deposita na realização de uma determinada coisa, a certeza de se atingir um determinado objectivo.

 

Neste caso ela confere uma espécie de lucidez que faz antever através do pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança sem nunca se enganar.

 

Esta fé pode fazer com que se realizem grandes coisas.

 

A fé sincera e verdadeira é sempre calma.

 

Ela confere a paciência a quem sabe esperar e estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas há a certeza de chegar ao fim.

 

A fé insegura sente a sua própria fraqueza e quando é estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder aliar a força com a violência.

 

A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência pelo contrário é uma prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.

 

É necessário não confundir a fé com a presunção.

 

A verdadeira fé é associada à humildade.

 

Aquele que a possui confia em Deus mais do que em si mesmo, pois sabe que nada pode sem Ele e por isso os bons espíritos vêm em seu auxílio.

 

Na presunção existe mais orgulho do que fé e o orgulho é mais cedo ou mais tarde castigado pelas decepções e fracassos da vida.

 

O poder da fé tem aplicação directa e especial na acção magnética.

 

O homem age sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e dá-lhe uma força irresistível.

 

Aquele que alia a um poder fluidico normal uma fé ardente, pode agir unicamente para o bem e realizar verdadeiros fenómenos de cura e de outra natureza que normalmente se considera de milagre e que entretanto não são mais do que consequências de uma lei natural.

 

A fé no sentido religioso pode ser cega, aceitando sem controlo o falso e o verdadeiro.

 

Levada ao excesso produz o fanatismo.

 

E quando a fé é apoiada no erro mais cedo ou mais tarde se destrói.

 

A fé que tem por base o verdadeiro é a única que tem o futuro assegurado, porque não deve ter medo do progresso do conhecimento, porque o que é verdadeiro na obscuridade também o é em plena luz.

 

Existem várias religiões e cada uma delas pretende ser a mais verdadeira, mas estabelecer a fé cega sobre uma questão de crença é confessar a falta de capacidade para demonstrar que se está com a razão.

 

A fé não se oferece, nem se compra e muito menos se impõe.

 

Muitas pessoas dizem que não são culpadas porque não têm fé.

 

No entanto, ela se adquire e não existe ninguém que esteja impedido de possui-la.

 

A fé não se dirige a uma pessoa e diz:

 

- Olá eu sou a fé, tu por acaso queres ficar comigo?

 

As pessoas é que têm que saber procurá-la e se o fizerem com sinceridade de certeza que a encontrarão.

 

No entanto existem pessoas que podem dizer:

 

- Eu queria tanto ter fé, tenho tentado, mas não consigo.

 

Pois é, realmente apenas procuram a fé através de algumas palavras que são soletradas pelos lábios e nunca tentam que essas mesmas palavras sejam faladas pelo coração.

 

Podem ter variadas provas ao seu redor e recusam-se a vê-las, uns pela indiferença, outros poderão ter medo de mudar os hábitos e na grande maioria existe orgulho que se recusa a reconhecer um poder superior, a existência de Deus, porque se consideram seres superiores.

 

Para algumas pessoas a fé parece de alguma forma inata, basta uma faísca para desenvolve-la.

 

A facilidade que têm para assimilar as verdades espirituais é um sinal de progresso anterior.

 

Enquanto que outras é com grande dificuldade que assimilam a realidade espiritual, o que torna evidente que a natureza do seu espírito não está tão evoluído.

 

As primeiras já acreditaram e compreenderam e trazem ao renascer a intuição do que sabiam, poderá dizer-se que a sua educação já foi realizada, enquanto as segundas ainda têm muito que aprender e a sua educação por fazer.

 

Essa educação será feita se não for concluída nesta existência, terminará numa outra.

 

A fé necessita de uma base e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer e para crer não basta ver é necessário compreender.

 

É a fé cega que hoje em dia produz o maior número de incrédulos, porque ela quer impor-se exigindo aos outros a sua aceitação impedindo que se façam perguntas e haja liberdade de escolha.

 

A verdadeira fé apoia-se nos factos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade.

 

Crê-se porque se tem a certeza e só se está certo, quando se compreendeu.

 

É uma fé inabalável que pode enfrentar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por isabel-maria às 11:23
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