Quinta-feira, 08 de Novembro de 2012

Como seres encarnados na Terra temos que ter consciência que o nosso corpo não é mais do que uma roupa grosseira que envolve temporariamente o nosso espírito.


É como se fosse uma verdadeira cadeia que o prende à Terra e da qual o espírito se sente feliz em libertar-se.


A nossa existência terrena é transitória e passageira e a morte quando aparece não é nada comparada ao esplendor e à actividade da vida espiritual, porque esta é realmente a verdadeira vida, a vida normal dos espíritos.


Mas quando alguém próximo de nós parte para a outra dimensão, nós não nos conformamos e até na maioria das vezes acabamos por prejudicar aquele espírito que apesar de não pertencer à Terra continua a ouvir as nossas vozes e não segue o seu percurso natural, porque continua com os apegos terrenos.


Todos nós tememos a morte e nem sequer conseguimos imaginá-la, no entanto não devemos preocupar-nos com o corpo e sim com o espírito, porque todos os homens deveriam saber que a sua Pátria não se encontra na Terra mas no Céu, porque somente lá se vive a verdadeira vida.


Compreendendo isto viveriam melhor o seu ciclo de vida terrena.


Saberiam que estão aqui para superar algumas dificuldades de outras existências, saberiam amar o próximo como gostariam de ser amados.


Porque o amor é de essência divina.


Só amando se é amado e só assim poderemos encontrar tudo quanto consola e acalma o sofrimento do dia-a-dia. Porque ao agirmos desta forma conseguiremos elevar-nos acima da matéria.


Amar, no sentido profundo do termo é ser leal, consciencioso, fazer aos outros aquilo que desejamos para nós, é saber ouvir aquele que sofre, que tem necessidades, para poder dar-lhes algum alívio.


É saber considerar toda a humanidade como uma família – a nossa própria família, porque é essa família que um dia iremos encontrar em mundos mais adiantados que a Terra, pois também esses espíritos que a constituem são como nós filhos de Deus e todos estamos em evolução.


Portanto nunca deveríamos recusar aos nossos irmãos aquilo que Deus nos deu com liberdade se pensarmos que também nós seriamos muito felizes se nos dessem aquilo que temos necessidade.


Não nos podemos nunca esquecer de dispensar uma palavra de ajuda e de esperança a todos os que estão em sofrimento.


É necessário muito amor para poder unir toda a humanidade, porque só assim poderão ser destruídas todas as injustiças e todas as causas de desentendimentos entre os povos.

 

 



publicado por isabel-maria às 21:52
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