Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

O amor é um sentimento comum em toda a humanidade. Todos nós já pronunciamos muitas vezes esta palavra. Mas será que a sentimos verdadeiramente?

 

Quando achamos que amamos alguém, repetimos vezes sem conta esta palavra e quando há alguma contrariedade começamos a odiar. Então que amor é esse?

 

Sem falar no amor material porque todos nós possuímos alguma coisa que gostamos muito, mas muitas vezes também não sabemos preservar e cuidar.

 

E o amor a nós próprios? Andamos tão preocupados com a nossa vida que nem nos lembramos disso.

 

Será que gostamos do nosso trabalho? Quando saímos de casa para trabalhar vamos contentes? Ou pensamos que chatice ter que trabalhar. E aquele dia de trabalho custa a passar andamos revoltados, ficamos cansados.

 

Mas se sairmos de casa para o trabalho a pensar que gostamos do que fazemos, aquele dia passa sem nós darmos por isso.

 

Dizemos tantas vezes que amamos Deus e será que é verdade?

 

Quem ama Deus ama tudo à sua volta.

 

E isso não acontece connosco. Temos sempre alguém que desprezamos, que odiamos e que desejamos vingar-nos.

 

Então acho que não sabemos viver, porque o amor é o sentimento mais puro que existe.

 

É o amor que nos dá a força para vencer todos os obstáculos da nossa vida.

 

Jesus um dia pediu a união dos homens. E até agora não aconteceu.

 

Nós rejeitamos muitas vezes os sem abrigo, os imigrantes, os que têm uma raça diferente, os presos e até aqueles que estão doentes. Alguma vez nos imaginámos no lugar deles?

 

Quando andamos na rua e nos pedem dinheiro, o nosso primeiro pensamento é sempre: andas a pedir para o álcool ou para a droga e dizes que é para a comida.

 

Se podermos deveremos ajudar sem nos interrogarmos acreditando que estamos a ajudar, caso contrário não ajudamos porque já adivinhámos que é para o álcool quando na realidade aquela pessoa estava mesmo necessitada.

 

E quem somos nós para julgarmos?

 

Ao ajudarmos deveremos faze-lo com amor.

 

Achamos que fazemos caridade, mas não sabemos faze-la, porque a caridade é um acto de amor. A caridade deve estar sempre presente na nossa vida.

 

A caridade não consiste apenas na esmola que se dá, ela consiste também na benevolência e em todas as coisas relacionadas com o próximo. Ao darmos uma esmola deveremos ter cuidado para não ferir os sentimentos daquele que a recebe. Ao sabermos ouvir quem sofre, ao darmos uma palavra de conforto, um sorriso, um aperto de mão a quem necessita de calor humano e de uma voz amiga, ao ajudarmos através do pensamento os nossos irmãos desencarnados, é caridade é amor.

 

Poderemos dizer que temos fé? Nós cremos em Deus, mas só falamos com Ele quando estamos aflitos. Então começamos a pedir-lhe coisas. Mas a seguir perguntamos, será que me vai conceder o que lhe pedi? Ou pensamos pedi e não me deu.

 

Então que fé é esta? Deus nunca nos abandona e de certeza que está sempre a ajudar-nos e concede-nos aquilo que é melhor para nós. Só que não vemos.

 

Mas haverá fé sem amor? E haverá caridade sem fé?

 

A verdadeira caridade é impossível de existir se não houver fé para inspirá-la.

 

Mas como poderemos amar se continuamos a ser egoístas e orgulhosos?

 

E como egoístas como poderemos fazer caridade?

 

O egoísmo é a negação da caridade e o maior obstáculo à felicidade dos homens.

 

Quem ama é humilde, e o orgulho é um terrível adversário da humildade, e sem humildade não poderá haver caridade.

 

O perdão não será também um acto de amor?

 

Todos nós dizemos que perdoamos mas quando encontramos a pessoa à nossa frente não queremos nem vê-la. Não estamos perdoando porque quem perdoa esquece. E para haver perdão terá que haver amor.

 

Se não soubermos perdoar como poderemos querer ser perdoados?

 

A vingança é um costume bárbaro e um sinal de atraso dos homens. A vingança e o ódio são sentimentos que nos afastam de Deus, enquanto o amor nos aproxima Dele.

 

E a piedade não será também um sentimento de amor?

 

A piedade quando profundamente sentida não será um sentimento mais apropriado à nossa evolução espiritual? É o sentimento que expõe a nossa alma à humanidade, à beneficência e ao amor ao próximo. Este sentimento comove-nos diante do sofrimento dos nossos irmãos.

 

Não será a piedade irmã da caridade? Deveremos aprender a viver como aprendemos a caminhar e a falar. Devemos lembrar-nos sempre que todos somos filhos de Deus. Que já tivemos muitas vidas. Fomos mendigos, também já matámos, roubámos, imigrámos e fomos de outra cor e estamos todos em evolução.

 

Devemos lembrar-nos que temos e somos aquilo que pedimos a Deus antes de reencarnarmos.

 

Devemos amar-nos uns aos outros sem haver distinção, porque só com amor no nosso coração poderemos ser felizes e chegará o dia em que o amor enche o coração de todos os homens o que tornará a Terra perfeita fazendo reinar na sua face a harmonia, a paz e o amor.

 

Nunca nos poderemos esquecer que só dando é que recebemos e que só amando é que se é amado.



publicado por isabel-maria às 23:34
Olá Isabel

Ainda há pouco falámos por telefone e agora estou a comentar no seu blog. Isto é que é utilizar a tecnologia ao dispôr!

Gosto do teor do seu blog. É diferente e bom! Os seus textos são únicos porque são seus, mas já sabe que a blogosfera tem de tudo: os que lançam amão à pena e escrevem o que é da própria autoria, e os que lançam a mão à pena e escrevem o que é dos outros. É um risco que todos correm. De qualquer modo, não desista! Este espaço merece a pena.

Quanto ao template é sóbrio e a condizer com a escrita. Mas se quiser pode melhorá-lo. Eu vou mandar-lhe para o seu email alguns endereços de onde pode arranjar berloques giros.

É pena a caixa de comentários ter as letras tão pequeninas. Mas também pode alterar isso nas suas configurações.

O meu blog é
http://somadeletras.blogspot.com
e tenho muito gosto que vá visitar-me sempre que quiser e deixar um comentário.

bjs
Esperança
o escriba a 10 de Janeiro de 2009 às 23:48

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