Sexta-feira, 01 de Janeiro de 2010

Os homens que se consideram cultos e inteligentes, julgam-se tão superiores a tudo e a todos que vivem só preocupados com o seu bem-estar e no que pode alimentar o seu orgulho e vaidade.

 

Nem sequer pensam em Deus, nem perguntam será que existe?
 
Negam tudo o que se refere à divindade e se por acaso concordam em admitir a sua existência não acreditam que tudo aquilo que possuem na Terra é porque Deus lhes concede e que também lhes pode retirar.
 
Não acreditam na vida eterna, nem admitem o mundo invisível e no poder extra-humano. Não é porque esteja fora do seu alcance mas porque o seu orgulho se revolta à ideia de alguma coisa superior a eles que os poderia fazer cair do seu pedestal.
 
Quando ouvem alguém falar em Deus consideram que se trata de uma pessoa simples, um pobre de espírito e não os levam a sério.
 
Nunca pensam que mais tarde ou mais cedo terão de entrar nesse mundo invisível que tanto riram e um dia quando abrirem os olhos irão reconhecer que erraram.
 
Jesus disse “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”.
 
Jesus estava a referir-se aos humildes. Ao dizer que o Reino dos Céus é para os simples, Jesus ensina que ninguém será nele admitido sem a simplicidade do coração e a humildade do espírito.
 
O ignorante que possui estas qualidades será preferido ao culto e inteligente que acredita mais em si próprio do que em Deus.
 
Jesus em todos os seus actos coloca a humildade entre as virtudes que nos aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que Dele nos afastam.
 
Existe uma razão natural pois a humildade é uma atitude de submissão a Deus, enquanto o orgulho é a revolta contra Ele.
 
Um dia um dos discípulos perguntou a Jesus “quem é o maior no Reino dos Céus”. Então Jesus chamou um menino e colocou-o no meio deles e disse: “na verdade vos digo que se não vos fizerdes como meninos, não entrareis no Reino dos Céus. Todo aquele, pois, que se humilhar e se fizer pequeno como este menino, esse será o maior no Reino dos Céus. E o que receber em Meu nome um menino como este, a Mim é que recebe”.
 
Num sábado entrou Jesus em casa de um dos principais fariseus a tomar a sua refeição, notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares à mesa e disse a seguinte parábola: “quando fores convidado a alguma boda não te assentes no primeiro lugar, porque pode ser que esteja ali outra pessoa, mais autorizada que tu, convidada pelo dono da casa e que, vindo este, que te convidou a ti e a ele, te diga: dá o teu lugar a este: e tu, envergonhado, vás buscar o último lugar. Mas, quando fores convidado, vais tomar o último lugar, para que quando vier o que te convidou, te diga: amigo senta-te mais para cima. Servir-te-á isto então de glória, na presença dos que estiverem juntamente sentados à mesa. Porque todo aquele que se exalta será humilhado; e todo aquele que se humilha será exaltado”.
 
Todas estas palavras são consequência do princípio de humildade que Jesus coloca incessantemente como condição essencial da felicidade.
 
Falou no menino como exemplo de simplicidade de coração dizendo que todo aquele que se fizer pequeno como este menino será o maior no Reino dos Céus. Porque todas as crianças são inocentes, humildes, não têm orgulho nem vaidade. Passam a vida brincando sem se preocuparem com o dia que passou nem com o dia que há-de vir.
 
E todos nós deixámos de ser crianças, perdemos todas essas qualidades.
 
O espiritismo veio mostrar que os grandes no mundo dos espíritos são os que foram pequenos na Terra e que frequentemente são bem pequenos os que foram grandes e poderosos. Os primeiros levaram consigo ao morrer aquilo que unicamente constitui a verdadeira grandeza no Céu e que nunca se perde – as virtudes, enquanto os outros tiveram que deixar aquilo que os fazia grandes na Terra e que não se pode levar como o caso da fortuna, dos títulos e até o seu sangue azul. Estes chegam ao outro mundo como uns náufragos que perderam tudo. Mas no entanto conservam o seu bem mais precioso – o orgulho. E é esse orgulho que torna mais humilhante a sua nova posição quando vêem acima deles todos aqueles que espezinharam na Terra.
 
O espiritismo mostra-nos também que nas encarnações sucessivas onde aqueles que mais se elevaram numa existência, são abaixados até ao último lugar na existência seguinte se por acaso se deixaram dominar pelo orgulho e ambição. Porque o espírito assim o exige para a própria evolução.
 
Não devemos procurar o primeiro lugar nem devemos querer sobrepor-nos aos outros porque poderemos ser obrigados a descer.
 
Deveremos procurar ser o mais humilde e o mais modesto possível porque Deus saberá nos dar aquilo que realmente merecemos.
 
 
 


publicado por isabel-maria às 18:11
desculpa, mas as palavras da biblia n sao de Cristo, e sim dakeles q vieram depois dele, q nem seker estiveram c ele na hora da morte (NEGARAM-NO como típicos cobardes q sao!), q o mataram e, posteriormente, para acalmar a revolta do povo cristao perante a enorme atrocidade q haviam cometido, admitiram q afinal jesus era mesmo filho de deus (n conseguiram ver isso antes?! tavam cegos?!), q resuscitara dos mortos e q seu corpo desaparecera! depois inventaram todas as regras morais e de perdao destinadas somente a manter as pessoas num estado de letargia e submissao q serve perfeitamente os interesses da "sociedade", especialmente dakeles q fazem a sociedade, q sao os ricos e as igrejas! por isso n tenho problema nenhum em dizer q os padres sao uns kamafeus de kem Cristo n gosta, e todo akele q condena o ser humano à miseria como "preço a pagar" por algo mais q a vida biológica, tao ou mais sagrada do q os espíritos, n merece o fecundo chao q pisa e q o PAI nos deu para nele sermos felizes, brilhantes e plenamente realizados! a humildade serve bem os interesses dos ricos, q a dispensam qd escravizam os seus semelhantes, e mesmo assim o seu destino n é diferente: vao todos pro mesmo sitio, vao todos pro Além!... Amen!...
Isa_ a 1 de Janeiro de 2010 às 21:28

Olá Isa
Obrigada pelo seu comentário. Nós sabemos que vivemos num mundo que não é perfeito e que existe muitas injustiças.
Cabe a cada um de nós modificá-lo através dos nossos actos com muito amor e humildade.
Temos que aprender a perdoar aqueles que nos magoam e a amar o próximo como a nós mesmos.
A humildade aproxima-nos de Deus, o orgulho afasta-nos Dele.
Mudando o nosso comportamento ajudamos o mundo a tornar-se melhor e mais justo com todos aqueles que sofrem.
isabel-maria a 2 de Janeiro de 2010 às 01:36

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