Domingo, 07 de Novembro de 2010

No dia 01 de Novembro comemorou-se na Terra o Dia de Todos os Santos.

 

Devido à educação, cultura e tradição, neste dia todos pensam em visitar as campas dos seus entes queridos e amigos.

 

Esta perca causa sofrimento tanto ao rico como ao pobre.

 

No entanto como seres encarnados que somos na Terra, temos que saber que quando existe a morte do corpo o que acontece é que estamos partindo para a nossa verdadeira casa, pois a Terra não é mais do que um sítio passageiro que nos ajuda na nossa evolução.

 

Aqui tudo o que possuímos é apenas para nos ajudar a limar as arestas que nas existências anteriores não foram ultrapassadas.

 

Se todos tiverem essa consciência, então temos que saber que o espírito estando em casa é mais feliz do que na Terra, ao lamentarmos que tenha deixado esta vida é lamentar que ele seja feliz.

 

Por exemplo duas pessoas que se encontram presas na mesma cadeia e se tornam amigas, elas sabem que um dia saem em liberdade, mas uma delas a obtém primeiro. A que continua presa deverá ficar triste? Neste caso seria mais egoísmo do que amizade ao querer que a outra pessoa partilhe por mais tempo o cativeiro e o sofrimento.

 

Onde existe a caridade neste caso?

 

O mesmo acontece com dois seres que se amam na Terra. O que parte primeiro foi o primeiro a libertar-se e devemos alegrar-nos por isso, sabendo esperar com paciência o momento da nossa libertação.

 

Mas contrariamente a este pensamento, as pessoas choram e sofrem e levam o resto da vida a lamentarem-se desta perca e não percebem o mal que fazem a elas próprias e àqueles que partiram, porque os espíritos comunicam-se através do pensamento e logo quando se dá a morte do corpo passam a designar-se por almas desencarnadas, não sabem o que lhes aconteceu.

 

Vêem-se como se ainda tivessem um corpo, deslocam-se à velocidade do pensamento, tentam contactar connosco e não obtêm resposta, desconhecem as leis de Deus, não ouvem o seu Anjo da Guarda, vivem num mundo paralelo ao nosso.

 

E quando já estão aceitando as leis de Deus, ouvindo a voz do Anjo da Guarda e aceitando a sua nova condição, na Terra está-se a realizar a tradição de chorar os seus mortos.

 

Os cemitérios encontram-se cheios e nesta altura não se apercebem de quanto estão a prejudicar e quanto trabalho estão a ter os espíritos mais evoluídos para tentarem evitar que esses nossos irmãos que já vão aceitando a morte do seu corpo e acreditando que também eles são filhos de Deus, regridam na sua evolução e tentam aproximar-se das vozes daqueles que os evocam na Terra.

 

A prática deste excesso, não é mais do que uma falta de fé no futuro e de confiança em Deus e por conseguinte um obstáculo ao progresso.

 



publicado por isabel-maria às 18:07
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