Domingo, 12 de Junho de 2011

Durante a Idade Média, os duelos eram a prática mais comum para decidir da culpa ou inocência de um acusado.

 

Este acto bárbaro ainda existe na nossa sociedade.

 

É sem dúvida em certos casos uma prova de coragem física, de indiferença pela vida, mas também é indiscutivelmente uma prova de cobardia moral, como o suicídio.

 

O suicida não tem coragem de enfrentar as dificuldades da vida e aquele que pratica o duelo não a tem para suportar as ofensas.

 

Arriscar a vida para vingar uma ofensa é recuar diante das provas da existência.

 

É sempre um crime aos olhos de Deus.

 

A nossa legislação considera crime os homicídios praticados através dos duelos.

 

Ao longo da nossa caminhada enfrentamos diversas dificuldades, sentimo-nos ofendidos, maltratados, ficamos com o nosso orgulho ferido e só sabemos responder de uma forma áspera e também nos enfrentamos.

 

Começamos a odiar e temos necessidade de nos vingar.

 

Não será esta atitude considerada de duelo?

 

Em algum momento nos perguntamos se estamos ou não agindo como cristãos

 

Devemos amar-nos uns aos outros e então ao golpe de ódio respondemos com um sorriso e às ofensas com o perdão.

 

Temos que aprender a ser mais humildes, tolerantes e perdoar cada vez mais, porque também nós gostamos de ser perdoados.

 

O perdão aproxima-nos de Deus, porque a clemência é irmã do poder.

 

Esta conduta poderá parecer um pouco difícil de realizarmos, mas se todos os dias nos lembrarmos que não devemos fazer aos outros o que não queremos que nos façam, então desaparecerão todas as causas de discórdia e com elas as causas dos duelos e das guerras que não são mais do que duelos entre os povos.

 

Quando os nossos irmãos que se encontram num estado de perispirito com algum conhecimento já reconhecem que se deu a morte do corpo, ouvem o seu Anjo da Guarda e não querem evoluir mais porque no estado em que se encontram sentem-se com faculdades que não tinham quando estavam na Terra e se aproveitam dos conhecimentos que têm para proveito próprio e se tornam brincalhões, chegam a formar grupos para subjugar e enganar outros perispiritos menos evoluídos e almas desencarnadas que se encontram sozinhas assustadas porque não sabem o que se passa com elas, não estão também eles a praticar duelos?

 

Com certeza que sim, pois nós sabemos que conforme for a nossa conduta aqui na Terra, assim será num mundo paralelo e temos que nos lembrar que só é verdadeiramente grande aquele que considerando a vida como uma viajem que tem um destino certo, não se incomoda com as dificuldades do caminho e não se deixa desviar nem por um instante da rota certa.

 

Coloca os olhos fixos no seu objectivo, não se importando que os obstáculos e os espinhos o ameacem porque sabe que apenas lhe podem roçar sem o ferir e que não o impedem de avançar.

 

 

 



publicado por isabel-maria às 16:15
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