Sábado, 12 de Março de 2011

Quando temos confiança nas nossas forças somos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos.

 

Quando se diz a fé move montanhas, elas não são mais do que as dificuldades, as resistências, a má vontade que encontramos entre os homens.

 

Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, o fanatismo, o orgulho, a maldade, o ódio, a vingança são também montanhas que estorvam o nosso caminho.

 

A fé quando é forte, sólida, dá-nos a confiança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos tanto nas pequenas como nas grandes coisas.

 

A fé indecisa produz a incerteza, a hesitação e isso é aproveitado pelos adversários que devemos combater.

 

Essa fé nem sequer procura os meios de vencer, porque não acredita na possibilidade da vitória.

 

Considera-se como fé, a confiança que se deposita na realização de uma determinada coisa, a certeza de se atingir um determinado objectivo.

 

Neste caso ela confere uma espécie de lucidez que faz antever através do pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança sem nunca se enganar.

 

Esta fé pode fazer com que se realizem grandes coisas.

 

A fé sincera e verdadeira é sempre calma.

 

Ela confere a paciência a quem sabe esperar e estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas há a certeza de chegar ao fim.

 

A fé insegura sente a sua própria fraqueza e quando é estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder aliar a força com a violência.

 

A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência pelo contrário é uma prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.

 

É necessário não confundir a fé com a presunção.

 

A verdadeira fé é associada à humildade.

 

Aquele que a possui confia em Deus mais do que em si mesmo, pois sabe que nada pode sem Ele e por isso os bons espíritos vêm em seu auxílio.

 

Na presunção existe mais orgulho do que fé e o orgulho é mais cedo ou mais tarde castigado pelas decepções e fracassos da vida.

 

O poder da fé tem aplicação directa e especial na acção magnética.

 

O homem age sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e dá-lhe uma força irresistível.

 

Aquele que alia a um poder fluidico normal uma fé ardente, pode agir unicamente para o bem e realizar verdadeiros fenómenos de cura e de outra natureza que normalmente se considera de milagre e que entretanto não são mais do que consequências de uma lei natural.

 

A fé no sentido religioso pode ser cega, aceitando sem controlo o falso e o verdadeiro.

 

Levada ao excesso produz o fanatismo.

 

E quando a fé é apoiada no erro mais cedo ou mais tarde se destrói.

 

A fé que tem por base o verdadeiro é a única que tem o futuro assegurado, porque não deve ter medo do progresso do conhecimento, porque o que é verdadeiro na obscuridade também o é em plena luz.

 

Existem várias religiões e cada uma delas pretende ser a mais verdadeira, mas estabelecer a fé cega sobre uma questão de crença é confessar a falta de capacidade para demonstrar que se está com a razão.

 

A fé não se oferece, nem se compra e muito menos se impõe.

 

Muitas pessoas dizem que não são culpadas porque não têm fé.

 

No entanto, ela se adquire e não existe ninguém que esteja impedido de possui-la.

 

A fé não se dirige a uma pessoa e diz:

 

- Olá eu sou a fé, tu por acaso queres ficar comigo?

 

As pessoas é que têm que saber procurá-la e se o fizerem com sinceridade de certeza que a encontrarão.

 

No entanto existem pessoas que podem dizer:

 

- Eu queria tanto ter fé, tenho tentado, mas não consigo.

 

Pois é, realmente apenas procuram a fé através de algumas palavras que são soletradas pelos lábios e nunca tentam que essas mesmas palavras sejam faladas pelo coração.

 

Podem ter variadas provas ao seu redor e recusam-se a vê-las, uns pela indiferença, outros poderão ter medo de mudar os hábitos e na grande maioria existe orgulho que se recusa a reconhecer um poder superior, a existência de Deus, porque se consideram seres superiores.

 

Para algumas pessoas a fé parece de alguma forma inata, basta uma faísca para desenvolve-la.

 

A facilidade que têm para assimilar as verdades espirituais é um sinal de progresso anterior.

 

Enquanto que outras é com grande dificuldade que assimilam a realidade espiritual, o que torna evidente que a natureza do seu espírito não está tão evoluído.

 

As primeiras já acreditaram e compreenderam e trazem ao renascer a intuição do que sabiam, poderá dizer-se que a sua educação já foi realizada, enquanto as segundas ainda têm muito que aprender e a sua educação por fazer.

 

Essa educação será feita se não for concluída nesta existência, terminará numa outra.

 

A fé necessita de uma base e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer e para crer não basta ver é necessário compreender.

 

É a fé cega que hoje em dia produz o maior número de incrédulos, porque ela quer impor-se exigindo aos outros a sua aceitação impedindo que se façam perguntas e haja liberdade de escolha.

 

A verdadeira fé apoia-se nos factos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade.

 

Crê-se porque se tem a certeza e só se está certo, quando se compreendeu.

 

É uma fé inabalável que pode enfrentar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por isabel-maria às 11:23
Domingo, 09 de Janeiro de 2011

Todos vivemos com certas dificuldades e estamos sempre à espera que haja um milagre para que todos os problemas desapareçam.

 

Muitas vezes estamos revoltados, culpamos os outros por tudo o que nos acontece, sentimo-nos as vítimas de todas as situações que nos surgem mas nunca pensamos:

 

 - Se eu acredito que Deus existe e sei que Ele é amor, é uma fonte de energia, que todos somos feitos à Sua imagem e semelhança, então eu tenho que ter amor, ser feliz e resolver todos os problemas sem revolta.

 

Todos queremos ter um milagre, mas nunca nos lembramos que é dentro de nós que se encontra o verdadeiro milagre, porque todos nós temos a capacidade de resolver todas as dificuldades sem entrarmos em desespero.

 

Nós nascemos para sermos felizes e se estamos encarnados na Terra foi porque pedimos a Deus porque queremos evoluir.

 

Não nos podemos preocupar com o que nos aconteceu ontem porque isso pertence ao passado, nem com o futuro porque também ainda não chegou e só nos faz sofrer por antecipação, apenas temos que saber viver o momento presente com sabedoria, com fé, esperança, amor a nós próprios e a tudo o que nos rodeia.

 

Devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados, não julgando nem prejudicando, porque todos estamos na Terra para cumprir uma missão, que quando chega ao fim já nada fazemos na Terra e voltamos para a nossa casa, passamos a almas desencarnadas e continuamos a nossa evolução.

 

Por isso quanto mais fortes, mais confiantes e menos materialistas nós formos, melhor será para nós no dia que chegarmos à outra dimensão.



publicado por isabel-maria às 14:43
Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Na Terra temos todas as condições necessárias à nossa evolução e tudo aquilo que possuímos é porque Deus nos concede.

 

Da mesma maneira que a fortuna, a autoridade é concedida e um dia irá ser pedido contas a quem dela for investido.

 

Ela não é dada para satisfazer o fútil prazer de mandar como pensam a maioria dos poderosos da Terra.

A autoridade não é um direito ou uma propriedade.

 

Deus concede-a e também a retira sem o consentimento daqueles que a possuem.

 

Esta é concedida a título de missão ou de prova.

 

Aquele a quem for confiado esta missão e qualquer que seja a sua extensão, desde a do senhor sobre o escravo, até a do Chefe do Estado sobre o seu povo não deve fugir à responsabilidade de um encarregado de almas, pois responderá pela boa ou má orientação que der aos seus subordinados e as faltas que estes poderem cometer e os vícios a que forem arrastados em consequência dessa orientação ou dos maus exemplos recebidos, recairão sobre ele.

 

Da mesma maneira colherá os frutos da sua qualidade por conduzi-los ao bem.

 

Todos os homens têm sobre a Terra uma pequena ou grande missão e qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem, desviá-la do seu sentido, é fracassar no seu cumprimento.

 

Se Deus pergunta ao rico:

 

Que fizeste da fortuna que devia ser em tuas mãos uma fonte espalhando a fecundidade em seu redor?

 

Também perguntará ao que possui alguma autoridade:

 

Que uso fizeste dessa autoridade?

 

Que males impediste?

 

Que progressos impulsionaste?

 

Se te dei subordinados, não foi para torná-los escravos da tua vontade, nem dóceis instrumentos dos teus caprichos e da tua cupidez;

 

Se te fiz forte e te confiei os fracos, foi para que os amparasses e os ajudasses a subir até Mim.

 

 

Aquele que guardou as palavras de Cristo não despreza nenhum dos seus subordinados porque sabe que as diferenças sociais não prevalecem diante de Deus. E que se eles lhe obedecem, na verdade já podem tê-lo dirigido ou poderão dirigi-lo mais tarde e então, será tratado como os tratou.

 

Se aquele que é superior tem tarefas a cumprir, o inferior também as tem e não são menos sagradas.

 

Se este tiver conhecimentos espirituais a sua consciência lhe dirá, ainda mais fortemente que não está dispensado de cumprir as suas tarefas, mesmo que o seu chefe não cumpra o que lhe compete porque sabe que não se deve pagar o mal com o mal e que as faltas de uns não autorizam as faltas dos outros.

 

Se sofre na sua posição, poderá dizer que sem dúvida o mereceu porque ele mesmo talvez já tinha um dia abusado da sua autoridade, devendo agora sentir os inconvenientes do que fez os outros sofrerem.

 

Caso seja obrigado a suportar essa posição, deverá resignar-se a isso como uma prova à sua humildade, necessária à sua evolução.

 

Todo aquele que usa da autoridade e age como um bom Cristão, a sua fé o guia na sua conduta.

 

Ele age como desejaria que os seus subordinados agissem com ele e por isso mesmo é mais cuidadoso nas suas obrigações, é guiado pelo sentimento do dever, que a sua fé lhe inspira e sabe que todo o desvio do caminho do bem será uma dívida que terá que pagar mais cedo ou mais tarde.

 

Todos sabemos que nunca estamos sozinhos, que todos somos filhos de Deus feitos à sua imagem e semelhança e qualquer que seja a nossa missão devemos aceitar com resignação todas as dificuldades que nos surgem, com fé e confiança.

 

Acreditando que Deus está sempre a ajudar-nos.

 

Ao começar ou acabar uma tarefa, devemos elevar o nosso pensamento a Deus pedindo-lhe a sua protecção para executá-la ou a sua bênção quando esta estiver terminada.

 

Devemos ter sempre no nosso coração um sentimento de piedade e de amor.

 

Quando pedimos ajuda não devemos ter pensamentos fúteis para que os bons espíritos encontrem em nós as condições favoráveis para lançar as sementes que devem germinar nos nossos corações a fim de produzirem frutos da caridade e da justiça.

 

Nunca nos podemos esquecer que Deus é amor e abençoa aqueles que amam com pureza.



publicado por isabel-maria às 10:46
Domingo, 07 de Novembro de 2010

No dia 01 de Novembro comemorou-se na Terra o Dia de Todos os Santos.

 

Devido à educação, cultura e tradição, neste dia todos pensam em visitar as campas dos seus entes queridos e amigos.

 

Esta perca causa sofrimento tanto ao rico como ao pobre.

 

No entanto como seres encarnados que somos na Terra, temos que saber que quando existe a morte do corpo o que acontece é que estamos partindo para a nossa verdadeira casa, pois a Terra não é mais do que um sítio passageiro que nos ajuda na nossa evolução.

 

Aqui tudo o que possuímos é apenas para nos ajudar a limar as arestas que nas existências anteriores não foram ultrapassadas.

 

Se todos tiverem essa consciência, então temos que saber que o espírito estando em casa é mais feliz do que na Terra, ao lamentarmos que tenha deixado esta vida é lamentar que ele seja feliz.

 

Por exemplo duas pessoas que se encontram presas na mesma cadeia e se tornam amigas, elas sabem que um dia saem em liberdade, mas uma delas a obtém primeiro. A que continua presa deverá ficar triste? Neste caso seria mais egoísmo do que amizade ao querer que a outra pessoa partilhe por mais tempo o cativeiro e o sofrimento.

 

Onde existe a caridade neste caso?

 

O mesmo acontece com dois seres que se amam na Terra. O que parte primeiro foi o primeiro a libertar-se e devemos alegrar-nos por isso, sabendo esperar com paciência o momento da nossa libertação.

 

Mas contrariamente a este pensamento, as pessoas choram e sofrem e levam o resto da vida a lamentarem-se desta perca e não percebem o mal que fazem a elas próprias e àqueles que partiram, porque os espíritos comunicam-se através do pensamento e logo quando se dá a morte do corpo passam a designar-se por almas desencarnadas, não sabem o que lhes aconteceu.

 

Vêem-se como se ainda tivessem um corpo, deslocam-se à velocidade do pensamento, tentam contactar connosco e não obtêm resposta, desconhecem as leis de Deus, não ouvem o seu Anjo da Guarda, vivem num mundo paralelo ao nosso.

 

E quando já estão aceitando as leis de Deus, ouvindo a voz do Anjo da Guarda e aceitando a sua nova condição, na Terra está-se a realizar a tradição de chorar os seus mortos.

 

Os cemitérios encontram-se cheios e nesta altura não se apercebem de quanto estão a prejudicar e quanto trabalho estão a ter os espíritos mais evoluídos para tentarem evitar que esses nossos irmãos que já vão aceitando a morte do seu corpo e acreditando que também eles são filhos de Deus, regridam na sua evolução e tentam aproximar-se das vozes daqueles que os evocam na Terra.

 

A prática deste excesso, não é mais do que uma falta de fé no futuro e de confiança em Deus e por conseguinte um obstáculo ao progresso.

 



publicado por isabel-maria às 18:07
Domingo, 03 de Outubro de 2010

Vivemos de acordo com a nossa educação, cultura e tradição do nosso País.

 

Amamos a nossa Pátria.

 

Será que após a morte do nosso corpo, continuamos a sentir a mesma coisa?

 

Como almas desencarnadas, iremos buscar mundos paralelos aos da Terra, superiores ou inferiores.

 

A visão da alma depende das nossas aflições e apegos.

 

O que somos como almas encarnadas, assim seremos como almas desencarnadas. Portanto quanto menos apegos materiais nós tivermos maior será a visão da nossa alma desencarnada.

 

A situação dos espíritos e a sua maneira de ver as coisas variam no infinito na razão do grau do seu desenvolvimento moral e intelectual.

 

Para os espíritos elevados a Pátria é o universo. Para eles a Terra é o sítio onde têm um maior número de pessoas simpáticas.

 

Geralmente só vêm à Terra por ciclos de curta duração. E consideram que tudo o que aqui é feito é bastante insignificante em comparação com as grandezas do infinito.

 

As coisas que atribuímos de muita importância eles consideram tão insignificantes que não encontram muitos atractivos neste mundo a menos que tenham sido chamados a colaborar no progresso da humanidade.

 

Para os espíritos de uma ordem intermédia vêm mais frequentemente à Terra e a sua maneira de encarar as coisas são de ordem mais elevada do que se forem almas encarnadas.

 

Os espíritos vulgares, que podemos chamar de perispiritos, são os que permanecem constituindo a população do mundo invisível. Conservam as mesmas ideias, os mesmos gostos e as mesmas tendências que tinham na Terra.

 

Influenciam-nos nas nossas reuniões, negócios, diversões e a sua actividade é de acordo com o seu carácter.

 

No entanto existem alguns mais sérios que vêm e observam para se instruírem e aperfeiçoarem.

 

Como seres encarnados na Terra devemos parar e pensar que temos muitos apegos que nos condicionam na nossa evolução.



publicado por isabel-maria às 00:27
Domingo, 29 de Agosto de 2010

Toda a moral de Jesus se resumia na caridade e na humildade que são as duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho.

 

Em todos os seus ensinamentos Ele mostra-nos que estas virtudes são o caminho para a felicidade eterna.

 

Um dia Jesus disse:

 

“ Bem – aventurados, os pobres de espírito “ estava a referir-se aos humildes porque deles é o reino dos Céus.

 

“ Bem – aventurados os que têm o coração puro; bem-aventurados os que são mansos e pacíficos; bem – aventurados os que são misericordiosos “.

 

Um dia um fariseu perguntou a Jesus “Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna”?

 

Jesus respondeu: “ amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e ao próximo como a ti mesmo” e o fariseu pergunta:”quem é o meu próximo”?

 

E Jesus começa a contar-lhe uma história de um homem que vinha de Jerusalém a Jericó e foi assaltado e maltratado pelos ladrões que o abandonaram quase morto. Pelo mesmo caminho passava um sacerdote que quando o viu passou ao largo, mais tarde um levita que ao vê-lo também passa ao largo.

 

Um samaritano que ao passar chega perto dele e quando o viu teve compaixão e atou-lhe as feridas, colocando nelas azeite e vinho. Depois coloca-o no seu camelo e leva-o para uma estalagem para tomar conta dele.

 

No dia seguinte tirou dois denários que era como se denominava a moeda daquela época e entregou-os ao estalajeiro pedindo-lhe para tratar bem daquele homem e se necessitasse de gastar mais do que aquela importância ele retribuía quando voltasse.

 

Assim estava a amar o próximo como a si mesmo. Foi isto que Jesus nos ensinou e é este exemplo que todos devemos seguir.

 

Devemos fazer aos outros aquilo que gostávamos que nos fizessem. Também devemos saber amar os nossos inimigos. Devemos perdoar todas as ofensas se queremos ser perdoados. Se não soubermos perdoar como poderemos um dia querer que Deus nos perdoe?

 

Devemos fazer o bem sem vaidade e exibição.

 

Não devemos julgar os outros sem antes nos julgarmos.

 

Jesus enquanto esteve na Terra e em todos os seus actos esteve sempre presente a humildade e a caridade. Quis mostrar à humanidade que a caridade é uma condição absoluta da felicidade eterna.

 

A caridade é uma virtude que engloba a humildade, a mansidão, a benevolência, a justiça, entre outras.

 

A caridade é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.

 

Então o fariseu pergunta a Jesus qual é o grande mandamento da lei?

 

E Jesus respondeu:

 

“Amareis ao Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, e de todo o vosso entendimento.

 

Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este é:

 

Amarás o vosso próximo como a vós mesmos”.

 

A caridade e humildade são a única via da salvação enquanto o egoísmo e o orgulho são a via da perdição.

 

Este princípio é formulado nos termos contidos naqueles dois mandamentos, que significa que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo nem amar o próximo sem amar a Deus, porque tudo quanto se faz contra o próximo é contra Deus que se faz. Não se pode amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo e todos os deveres do homem se encontram resumidos nesta frase: fora da caridade não há salvação.

 

Esta frase é a consequência do princípio de igualdade perante Deus e da liberdade de consciência.

 

E se tivermos esta máxima como regra, todos os homens são irmãos e seja qual for a sua maneira de adorar Deus, eles dão as mãos e oram uns pelos outros.

 

Esta frase contem os destinos dos homens sobre a Terra e no Céu.

 

Sobre a Terra, eles viverão em paz e no Céu todos os que a tiverem praticado encontrarão graça diante do Senhor.

 

Devemos agradecer a Deus por nos permitir ter conhecimento do espiritismo porque ajuda a compreender melhor os ensinamentos de Cristo e a nos tornar melhores Cristãos.

 

Pode-se dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma e a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja a religião a que pertençam.

 



publicado por isabel-maria às 20:56
Sábado, 12 de Junho de 2010

Olá irmão

 

Antes de nascermos nós escolhemos os nossos pais, o que queremos ser, onde queremos viver e já nessa altura temos o nosso Anjo da Guarda e Guia Protector.

 

E trazemos todos uma missão.

 

E quando nascemos temos todo o amor e atenção da nossa família e enquanto crianças tudo é alegria brincamos e rimos sem nos preocuparmos com o que poderá ser o dia de amanhã.

 

Então vamos crescendo e começamos a perder essa alegria e começamos a preocupar-nos com os problemas que nos surgem. Tornamo-nos egoístas e só pensamos em nós queremos viver bem, ter dinheiro e muitas vezes não olhando quem podemos prejudicar para atingir o nosso objectivo. Tornando-nos obcecados pelo poder, ganância de ganhar cada vez mais sem olharmos sequer ao nosso irmão que poderá estar mesmo ao nosso lado e a passar por grandes dificuldades e sofrimentos.

 

Nada nos importa.

 

Não sabemos ser humildes, esquecemo-nos do que é a caridade. Não sabemos perdoar aqueles que nos querem mal e quando temos alguma contrariedade vamos muito facilmente abaixo.

 

Esquecemo-nos de quando éramos crianças. Esquecemo-nos que ao nascermos trouxemos a tal missão. Esquecemos que temos que ter fé, confiança e força para superarmos todos os nossos obstáculos.

 

Esquecemos que Deus existe nem nos lembramos sequer que temos o nosso Anjo da Guarda e Guia Protector que tentam ajudar-nos e falam connosco, mas nem sequer sonhamos, isso porque estamos tão absorvidos com a nossa ganância e com a vida material que não ouvimos o que nos dizem.

 

E um dia por acidente ou doença morremos. E nem nos apercebemos porque aquilo que somos hoje, continuamos a sê-lo amanhã.

 

Continuamos obcecados pelo trabalho, dinheiro e família e nunca nos lembramos que Deus existe e sofremos desnecessariamente. Porque quando estamos na Terra somos almas encarnadas. Temos o nosso espírito que é a nossa força, o nosso corpo carnal porque só assim podemos viver na Terra e que está envolvido pelo corpo espiritual ou perispirito que nós não vemos.

 

Nós somos todos filhos de Deus feitos à sua imagem e semelhança.

 

E quando a morte do corpo se dá, o nosso espírito sobrevive, é eterno, só que nós não sabemos e quando passamos a ser almas desencarnadas sofremos, porque desconhecemos a morte do corpo, continuamos a sentir as dores da nossa doença ou do acidente que poderá ter causado a morte do corpo e pensando sempre no dinheiro nas coisas que temos para fazer, nos bens que temos, na nossa família e como nesta situação nos deslocamos à velocidade do nosso pensamento poderemos pensar que estamos ouvindo a voz de algum familiar e deslocamo-nos e poderemos ir parar a algum local bem distante daquele onde vivíamos e falamos com as pessoas e não obtemos respostas porque não nos ouvem e continuamos a sofrer as dores do nosso corpo porque o nosso perispirito ainda tem a forma do nosso corpo físico e continuamos a não saber ouvir o nosso Anjo da Guarda e Guia Protector que sempre estiveram ao pé de nós e nunca nos abandonaram.

 

E o tempo passa e não ouvimos a palavra de Deus. Sempre agindo como na Terra obcecados pelas coisas materiais.

 

Então temos que saber parar e pensar porque é que falamos com alguém e não obtemos resposta?

 

Porque vamos para todo o lado sem qualquer meio de transporte?

 

Porque é que não nos vêem?

 

É porque algo se passou.

 

Nós passamos a ter a nossa vida em espírito e temos que saber que nos deslocamos à velocidade do pensamento e que podemos comunicar com os outros espíritos através do pensamento.

 

Temos que saber ouvir o nosso Anjo da Guarda que continua a acompanhar-nos e temos que ver que as dores do nosso corpo espiritual já não têm razão de existir porque é a percepção que nós temos do nosso corpo material.

 

Não podemos ter medo. Não podemos pensar que Deus nos vai julgar.

 

Deus é amor.

 

Nós é que nos vamos julgar.

 

Tudo nos vai ser mostrado como num filme toda a nossa vida na Terra e seremos nós que vamos analisar todos os erros que cometemos.

 

Temos que aceitar a morte do nosso corpo e desligarmo-nos da vida material, da nossa família e compreender que ainda temos muito que aprender porque estamos sempre em constante evolução e que após o nosso perispirito compreender a morte do corpo, que se tenha desligado dos bens materiais e familiares, passa a espírito em evolução ouvindo e aprendendo a palavra de Deus. 



publicado por isabel-maria às 17:03
Domingo, 09 de Maio de 2010

Todos sabemos que viemos à Terra para aprendermos a ultrapassar todas as dificuldades que nos aparecem e com isso podermos evoluir.

 

O nosso corpo não é mais do que simples matéria e sem essa matéria o nosso espírito não pode agir na Terra da mesma maneira, que sem o espírito a matéria não pode agir.

 

O espírito é aquilo que dizemos hoje a nossa alma e a alma classifica-se de duas maneiras: alma encarnada e alma desencarnada.

 

Então podemos dizer que a alma encarnada é o nosso espírito e o nosso corpo na Terra, e que só se chama de alma encarnada a partir do momento do nosso nascimento.

 

E vamos crescendo e começamos a preocupar-nos, a ter dificuldades, a tentarmos atropelar-nos uns aos outros sempre tentando ganhar mais, ter sempre mais coisas e tornamo-nos muito materialistas, orgulhosos, vaidosos nem nos lembramos que Deus existe, nem sequer nos preocupamos se à nossa volta existe alguém que precisa de ajuda. E assim vamos levando a nossa vida umas vezes a lamentar-nos outras sempre com vontade de ganhar mais e nunca pensamos que um dia também nós morremos. Só que não sabemos é que tudo aquilo que somos na Terra levaremos para outra dimensão.

 

E quando morremos apenas se dá a morte do corpo e a nossa alma passará a designar-se de alma desencarnada que não é mais do que a libertação do espírito da matéria.

 

E como alma desencarnada que passamos a ser não identificamos a morte do nosso corpo.

 

Continuamos com apego aos bens materiais e apego aos familiares e amigos e assim nós movemo-nos e vemo-nos como se tivéssemos corpo. Sentimos revolta porque falamos com a família e amigos e não obtemos resposta. Isto é o que se passa hoje quando falamos com alguém e não nos respondem.

 

Muitas vezes julgamos ouvir vozes dos familiares e movemo-nos para junto delas e podemos ir parar a sítios completamente distantes dos lugares onde vivíamos, movemo-nos à velocidade do pensamento. Vivemos influenciados por vozes da Terra ou por outros espíritos.

 

Vivemos num mundo paralelo ao da Terra e semi-escuro.

 

Como alma desencarnada podemos ir buscar a escuridão ou a clareza.

 

A visão da alma depende das aflições e mediante as inquietações assim iremos buscar mundos paralelos ao da Terra ou mundos inferiores ou superiores.

 

Vivemos atormentados, tememos a luz, as vozes porque pensamos que Deus nos vai castigar e temos medo da Justiça Divina.

 

 Rejeitamos a voz do nosso Anjo da Guarda que sempre nos acompanhou e nunca nos abandona.

 

Somos obcecados pelos bens materiais.  

 

E só buscamos a identificação de perispirito quando começamos a ter conhecimento da morte do nosso corpo e a escutar a comunicação com o Anjo da Guarda. Com a necessidade de identificar e comunicar chegamos à fase de perispirito porque nos sentimos bem ao ouvir a voz do nosso Anjo da Guarda que é calma.

 

Entramos então no estado de evolução.

 

E como perispiritos podemos identificar a morte ou podemos negar a morte do corpo. Agimos pela mente. Temos alguns conhecimentos e não queremos evoluir. Temos faculdades que não tínhamos na Terra. Aqui existe um princípio evolutivo para proveito próprio.

 

Conseguimos mexer nas coisas, brincamos com aqueles que ainda estão na Terra. Podemos até inquietá-los e atormentá-los dizendo que sabemos tudo sobre eles, tornamo-nos brincalhões podendo até influenciar as suas mentes causando sofrimento.

 

Como temos os hábitos e os costumes que tínhamos na Terra fazemos as coisas sem as pessoas nos verem.

 

E como perispiritos agimos com o mesmo temperamento e falsidade que tínhamos na Terra. Negamos o Anjo da Guarda e qualquer ajuda, tememos a Justiça Divina e acumulamos dividas.

 

Como perispiritos em determinados estados sabemos tudo o que queremos em relação àqueles que vivem na Terra e podemo-nos apresentar como falsos profetas e neste caso estamos no princípio da evolução.

 

Identificamos a Lei Cristã como que a enaltecermo-nos. Fazemo-nos passar por um Santo, falamos de Cristo e de Deus.

 

E neste estado, se tivermos tido mediunidade enquanto estivemos na Terra manipulamos e gerimos quem nós queremos porque nos moldamos perante a identificação dos conhecimentos espirituais.

 

Manipulamos as almas desencarnadas para serem como nós brincalhões e brincamos com as almas encarnadas.

 

Como perispiritos quando vemos a morte e aceitamos que algo nos aconteceu fazemos perguntas e estamos já no acto de perispirito que significa que o nosso espírito está no estado evolutivo.

 

Ao chegarmos a perispirito no princípio evolutivo é porque procuramos a evolução já não temos apegos aos bens materiais é quando damos contas a Deus por tudo aquilo que fizemos.

 

E assim passamos a espírito porque aceitamos a morte do nosso corpo, não temos apegos às coisas materiais nem familiares.

 

Aceitamos as Leis de Deus, reconhecemos os erros que cometemos na Terra e queremos redimir-nos pedimos ajuda a Deus.

 

Aceitamos o que o Anjo da Guarda nos diz, procuramos libertar-nos dos tormentos e buscamos sem receio o estado de evolução. E quando chegamos a este ponto queremos viver no mundo lindo e perfeito que Deus nos proporciona queremos crescer para podermos ser felizes.

 

Como espíritos com algum princípio de evolução procuramos toda a base de ensinamento de Cristo, procuramos toda a acção de graças perante a acção de entre ajuda. Somos a fonte da vida. Somos energia e não temos configuração.

 

Como espíritos somos toda a grandeza de Deus Nosso Pai. Somos filhos de Deus e Deus não nos abandona.

 

Como espíritos no seu todo não temos causas terrenas, nem laços familiares.

 

Temos amor ao próximo e a Deus. Buscamos agir no sentido da evolução. Somos infinitos, não paramos de evoluir, de crescer.

 

Desejamos o nosso aperfeiçoamento e depois deste estado de aperfeiçoamento como espíritos em evolução procuramos nova missão de aperfeiçoamento.

 

É um ciclo de vida nos seus diversos estados.

 

De alma desencarnada passamos a perispirito, a espírito, temos a nossa evolução queremos uma nova missão de aperfeiçoamento, que Deus nos concede e passamos ao estado de esquecimento porque antes de voltarmos outra vez à Terra temos que nos esquecer da missão a que nos propusemos e no principio deste estado de esquecimento já temos o nosso Anjo da Guarda, depois vem a gravidez da nossa mãe dá-se o nosso nascimento e a partir deste momento somos almas encarnadas.

 

E temos sempre connosco o nosso Anjo da Guarda e Santo Protector que só nos abandonam quando chegamos novamente à fase de espírito com algum princípio de evolução.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por isabel-maria às 17:50
Domingo, 04 de Abril de 2010

O nosso corpo é um instrumento da dor e a alma tem a percepção dessa dor. Essa percepção é o efeito. A lembrança que dela conserva pode ser muito penosa mas não pode implicar acção física.

 

Todos os dias vemos a lembrança ou a preocupação de um mal físico produzir os seus efeitos até mesmo ocasionar a morte. Todos sabemos que as pessoas que sofrem amputações sentem dor no membro que perderam. Mas essa dor não é causada pela ausência do membro mas sim provocada pelo registo que existe no cérebro.

 

Podemos então supor que existe qualquer coisa semelhante no sofrimento dos espíritos após a morte do corpo.

 

O perispirito é o elo que une o espírito à matéria do corpo é tomado do meio ambiente, do fluido universal, contem ao mesmo tempo electricidade, fluido magnético e até um certo ponto a própria matéria inerte.

 

É o princípio da vida orgânica, porque a vida intelectual pertence ao espírito. É também o agente de sensações externas.

 

No corpo estas sensações estão localizadas nos órgãos que lhes servem de canal. Destruído o corpo as sensações tornam-se generalizadas e por isso o espírito não diz que sofre mais da cabeça do que dos pés. Liberto do corpo o espírito pode sofrer, mas esse sofrimento não é o mesmo do corpo. Pode queixar-se de frio ou de calor mas não sofre mais no Inverno do que no Verão. Pode passar através de chamas que nada lhe acontece o que mostra que a temperatura não exerce sobre os espíritos nenhuma impressão.

 

A dor que sentem não é dor física propriamente dita é um vago sentimento interior de que o próprio espírito nem sempre tem perfeita consciência, porque a dor não está localizada e não é produzida por agentes exteriores é antes uma lembrança penosa.

 

No momento da morte o perispirito desprende-se mais ou menos lentamente do corpo. Nos primeiros instantes o espírito não compreende a sua situação, não acredita que morreu, sente-se vivo, vê o seu corpo ao lado sabe que é seu e não entende que está separado. Este estado dura todo o tempo em que existe o elo entre o corpo e o perispirito.

 

Uma alma desencarnada poderá dizer que não está morta e entretanto poderá dizer que sente os vermes roerem-lhe o corpo. Ora os vermes não poderiam roer o perispirito nem o espírito mas unicamente o corpo. Como a separação do corpo e do espírito não estava completa havia uma visão do que se estava a passar no corpo, o que produzia uma ilusão considerada real.

 

Durante a vida o corpo recebe as impressões e transmite-as ao espírito através do perispirito que constitui o que se costuma chamar de fluido nervoso.

 

O corpo estando morto não sente mais nada porque não possui espírito nem perispirito. O espírito desligado do corpo experimenta a sensação mas como não lhe chega por um canal limitado, torna-se geral. Como o perispirito é apenas um agente de transmissão, pois é o espírito que possui a consciência, deduz-se que se pudesse existir perispirito sem espírito ele não sentiria mais do que um corpo morto. Da mesma maneira se um espírito não tivesse perispirito seria inacessível a todas as sensações penosas. É o que acontece com os espíritos completamente purificados.

 

Quanto mais o espírito se purifica mais eterizada se torna a essência do perispirito de maneira que a influência material diminui à medida que o espírito progride ou seja à medida que o perispirito se torna menos grosseiro.

 

As sensações agradáveis são transmitidas aos espíritos tanto quanto as desagradáveis.

 

Os espíritos mais elevados são inacessíveis às impressões da nossa matéria. Não se dá o mesmo com aquele cujo perispirito é mais denso, pois ele percebe os nossos sons, sente os nossos odores e compreendem-nos sem necessidade da palavra pela simples transmissão do pensamento.

 

A faculdade de ver é um atributo essencial da alma para a qual não há obscuridade, e apresenta-se mais ampla e penetrante entre os que estão mais purificados.

 

A alma ou o espírito, tem portanto em si mesma a faculdade de todas as percepções. Na vida corpórea elas são eliminadas pela grosseria dos nossos órgãos. Na vida extra corpórea libertam-se cada vez mais à medida que se torna menos denso o envoltório semi-material.

 

Este envoltório varia segundo a natureza dos mundos. Ao passar de um mundo para outro os espíritos mudam de envoltório como mudamos de roupa ao passar do Inverno para o Verão.

 

Os espíritos mais elevados quando vêm visitar-nos revestem o perispirito terrestre e então as suas percepções assemelham-se às dos espíritos vulgares. Mas todos eles, inferiores e superiores só ouvem e sentem o que querem ouvir e sentir. Havendo apenas uma coisa que são forçados a ouvir: os conselhos dos bons espíritos.

 

A vista é sempre activa, mas podem tornar-se invisíveis uns para os outros.

 

Conforme a classe a que pertençam podem ocultar-se dos que lhes são inferiores, mas não dos superiores.

 

Nos primeiros momentos após a morte a vista do espírito é sempre turva e confusa esclarecendo-se na proporção em que ele se liberta e podendo adquirir a mesma clareza que tinha durante a vida, além da possibilidade de penetrar nos corpos opacos. Quanto à sua extensão através do espaço infinito, no passado e no futuro, depende do grau de pureza e elevação do espírito.

 

Os sofrimentos deste mundo decorrem na maioria das vezes das nossas condutas muitas doenças se devem aos nossos excessos e à nossa ambição. O homem que tivesse vivido sem abusar de nada que tivesse tido sempre gostos simples e desejos moderados teria-se poupado a muitos sofrimentos.

 

O mesmo acontece com os espíritos. Os sofrimentos que ele enfrenta são sempre consequências da maneira como viveu na terra.

 

Esses sofrimentos são o resultado dos laços que existem entre o espírito e a matéria. Quanto mais estiver desligado da influencia da matéria menos sensações penosas sofrerá.

 

Depende dele afastar-se dessa influência desde esta vida, pois tem o livre arbítrio e por conseguinte a faculdade de escolha entre o fazer e o não fazer.

 

Que não tenha ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho, que não se deixe influenciar pelo orgulho nem se deixe dominar pelo egoísmo, que purifique a sua alma pelos bons sentimentos, que pratique o bem, que não dê às coisas deste mundo senão a importância que elas merecem e então sob o seu envoltório corpóreo já se terá purificado desprendido da matéria e quando o deixar não sofrerá mais a sua influencia.

 

Os sofrimentos físicos que tiver passado não lhe deixarão nenhuma lembrança penosa, não lhe restará nenhuma impressão desagradável porque estas não afectaram o espírito mas apenas o corpo. Irá sentir-se feliz por se ter libertado e a tranquilidade da sua consciência irá afastá-lo de todo o sofrimento moral.

 

Poderemos concluir que se sofremos é porque queremos e só devemos queixar-nos a nós próprios, tanto neste mundo como no outro.



publicado por isabel-maria às 18:43
Sexta-feira, 05 de Março de 2010

Todos os dias encontramos alguém que se aproxima de nós para tentar vender um determinado produto.

 

Apresenta-se com uma bonita conversa, usando de toda a publicidade e marketing conseguindo ludibriar muitos de nós que se encantam com o produto de tal maneira que chegam a assinar contratos sem ler, contraindo dividas, que na grande maioria das vezes não têm dinheiro para pagar.

 

Quando nos surgem problemas a nível de saúde, financeiro ou familiar recorre-se à religião e cada vez aparecem mais ordens religiosas. Aqui também há sempre algumas que tentam tirar proveito da situação em que nos encontramos.
 
São sempre os melhores, falam de Deus e resolvem a nossa situação, mas temos que dar a dizima. E um dia pensamos que a nossa vida está na mesma e que simplesmente se aproveitaram da nossa situação.
 
Então começamos a ouvir falar que fulano tal tem escritório na rua tal e que ajuda em todas as situações, essa pessoa faz uniões entre casais, desuniões, resolve o problema financeiro, até faz sair a lotaria, arranja emprego, enfim ele consegue ter a solução para tudo. E nós vamos, as consultas são caras mas o nosso desespero é de tal ordem que nem ligamos a isso. Mas chega o dia em que acordamos e verificamos que além de estarmos mais pobres o nosso estado geral não está melhor.
 
E cada vez mais existem pessoas que vivem à custa daqueles que sofrem prometendo-lhes a resolução de todos os problemas. E sempre falando em Deus.
 
Também temos aqueles que individual ou em grupo gostam de se evidenciar dos outros com a sua arrogância, tirania e ambição.
 
Não serão estes os falsos profetas da Terra que enganam, maltratam e abusam de todos os que necessitam de ajuda?
 
Não teremos o dever de desmascarar estas situações?
 
Deus só confia missões importantes aos que sabe que são capazes de cumpri-las, porque as grandes missões são fardos pesados para os demasiado fracos.
 
Para fazer avançar a humanidade, moral e intelectualmente são necessários homens superiores em inteligência e em moralidade, portanto são sempre Espíritos já bastante avançados que fizeram as suas provas noutras existências e que encarnam para essas missões, porque se não forem superiores ao meio em que devem agir nada poderão fazer.
 
Poderemos concluir que o verdadeiro missionário de Deus prova que o é pela sua superioridade, pelas suas virtudes, pela sua grandeza e pelos resultados das suas obras.
 
Por outro lado se ele estiver pelo seu carácter, pelas suas virtudes, pela sua inteligência abaixo da personalidade que diz ser, não passa de um farsante, um falso profeta.
 
A maior parte dos verdadeiros missionários de Deus ignoram que o sejam. Realizam aquilo para que foram chamados, graças ao poder do seu espírito movidos pelo prazer oculto que os inspira e os dirige.
 
Portanto os verdadeiros profetas revelam-se pelos seus actos e são descobertos pelos outros. São humildes e modestos.
 
Enquanto os outros são orgulhosos, falam com arrogância e como todos os mentirosos têm sempre medo de não serem aceites.
 
Deveremos saber observá-los, sondar-lhes o pensamento e os actos para verificarmos que lhes faltam sobretudo as qualidades de Cristo: a humildade e a caridade. Enquanto lhes sobram as que Cristo não tinha que são a ambição e o orgulho.
 
Deveremos desconfiar dos falsos profetas principalmente numa época de renovação, porque haverá cada vez mais aqueles que se apresentarão como enviados de Deus e não passam de exploradores da fé dos outros e gostam de viver à custa daqueles que lhes dão ouvidos. São todos aqueles que buscam uma vaidosa satisfação sobre a Terra.
 
Todos já sabemos que o nosso espírito sobrevive à morte do corpo e que tudo aquilo que somos hoje como almas encarnadas assim seremos como almas desencarnadas.
 
E como almas desencarnadas, quando sabemos que já se deu a morte do nosso corpo e temos algum conhecimento, antes de chegarmos a perispirito poderemos não querer evoluir mais e servimo-nos dos conhecimentos que temos apesar de serem condicionados e projectamo-nos como se tivéssemos corpo e acompanhamos os encarnados até tomamos banho, sentamo-nos à mesa e dormimos com eles.
 
Poderemos fazer aquilo que nos apetecer. Se tivermos sido umas pessoas que gostávamos de trabalhar projectamo-nos e julgamos que estamos a trabalhar.
 
Quando chegamos ao estado de perispirito estamos conscientes da morte do nosso corpo, ouvimos o nosso anjo da guarda e quando temos algum conhecimento não queremos evoluir mais e usamos os conhecimentos para brincar, fazemo-nos passar por falsos profetas, dizemos ser o Santo A ou B e como a mente do ser humano é um livro aberto, poderemos saber coisas da sua vida que as pessoas até acreditam, poderemos começar a brincar batendo portas e janelas até assustar as pessoas porque isso nos faz feliz.
 
E como não queremos evoluir mais porque o nosso novo estatuto nos dá um determinado gozo até poderemos formar grupos para manipular e dominar almas desencarnadas e encarnadas.
 
Deus quer que a verdade chegue a todos, isto é, em todas as classes sociais, em todas as raças, em toda a parte do planeta existem pessoas com sensibilidades cujas mediunidades são desenvolvidas porque todos devem ter acesso às leis de Deus e ao verdadeiro conhecimento da espiritualidade.
 
Todos os médiuns deverão ter muito cuidado para que não fiquem obcecados por algum falso profeta dominante que se gaba de um nome que todos os espíritos encarnados e desencarnados devem honrar e respeitar.
 
Uma das características destes falsos profetas é o de quererem impor-se e fazer aceitar as suas ideias extravagantes e sistemáticas e pretenderem sustentar uma opinião, estarem com a razão contra toda a gente, evitam a discussão e quando se vêem combatidos pela lógica recusam responder. Tentam manipular os médiuns afastando-os de outros grupos onde as suas ideias não são aceites.
 
Portanto poderemos concluir que devemos ter muito cuidado e não acreditar em tudo o que nos é dito.
 
Um médium deverá tomar muitas precauções para não ser enganado. Teremos que aprender a distinguir o bom espírito de um falso profeta para não nos tornarmos nós em falsos profetas.


publicado por isabel-maria às 23:08
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