Terça-feira, 13 de Agosto de 2013

Estamos cada vez mais individualistas e cada vez mais egoístas, só pensamos em nós, nunca olhamos para o que existe à nossa volta.


Não damos atenção aos nossos irmãos que se sentem sozinhos, que precisam de ajuda, que sofrem. Não nos lembramos daqueles que não têm lar, das crianças abandonadas, dos doentes no hospital, dos que se encontram nas cadeias, dos que vivem em guerra, daqueles que morrem à fome, das vítimas de maus tratos.


Estamos tão ocupados com a nossa vida que não nos lembramos que existe outros mundos, onde vivem muitos outros irmãos a sofrer, porque se sentem abandonados, enganados e com medo de não serem perdoados por Deus.


Como somos egoístas!


E o egoísmo é a fonte de todas as misérias terrenas.


Ele é a negação da caridade e o maior obstáculo à felicidade dos homens.


Jesus deu-nos o maior exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo.


Enquanto Jesus ao ser crucificado, pedia a Deus que lhes perdoasse porque não sabiam o que faziam, Pilatos reconhecendo que Jesus era um homem bom e justo, lavou as mãos dizendo: “que me importa” e nada fez, para defende-Lo.


Não seremos nós igual a Pilatos, quando nos deparamos com tantas injustiças e nada fazemos?


Devemos amar-nos uns aos outros, porque só com amor haverá caridade e sem caridade não haverá tranquilidade nem segurança na vida social.


Na nossa sociedade, o egoísmo e o orgulho andam de mãos dadas, por isso a nossa vida tem tanto stress, pois estamos sempre numa competição e será sempre uma corrida favorável ao mais esperto, uma luta de interesses em que nada nem ninguém é respeitado.


E assim vivemos com o nosso orgulho ferido, ofendemos e somos ofendidos.


E como ofendidos, não sabemos perdoar.


Também nunca pensamos que ofendemos os outros.


Temos sempre razão.


Agimos, mas nunca nos lembramos de Deus, nem dos ensinamentos de Jesus.


E Jesus era justo por excelência.


E ensinou-nos a perdoar sempre, a perdoar sem limites, a perdoar todas as ofensas, tantas vezes quantas elas existirem.


Agindo assim, estamos a fazer o que queremos que Deus faça por nós.


Para perdoarmos devemos ser indulgentes, caridosos, generosos, devemos ter muito amor no nosso coração.


Devemos saber dar, porque Deus também nos dá.


Devemos saber abaixar-nos, porque Deus também nos levantará.


Devemos esquecer o mal que nos fazem ou já fizeram e devemos pensar apenas numa coisa: “no bem que podemos fazer”.


Deus conhece todos os nossos pensamentos.


Não devemos ter no nosso pensamento, sentimentos de rancor, ódio, vingança, porque todos eles nos afastam do Nosso Pai.


Feliz será aquele que pode dizer todas as noites ao deitar:


“Nada tenho contra os meus irmãos”.


Porque nunca nos podemos esquecer que perdoar aos nossos inimigos é pedir perdão para nós mesmos, perdoar aos amigos é dar prova de amizade e perdoar as ofensas, é sinal que estamos caminhando na nossa evolução.


No entanto, temos que nos lembrar que existem duas maneiras bem diferentes de perdoar: o perdão dos lábios e o perdão do coração.


Quantas vezes nós dizemos “eu perdoo” e dizemos “nunca mais serei seu amigo, nem quero vê-lo pelo resto da minha vida”.


E quando sabemos que a esse alguém lhe aconteceu algum mal, que contentes que ficamos e até dizemos que foi bem merecido.


Mas este, não é o verdadeiro perdão.


O perdão ensinado por Jesus é aquele que lança um véu sobre o passado e é o único que será levado em conta, porque Deus não liga às aparências.


O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas.


O rancor, é sempre um sinal de baixeza e de inferioridade.


Não podemos esquecer-nos, que o verdadeiro perdão, se reconhece muito mais pelos actos, do que pelas palavras.


Só assim, poderemos percorrer o caminho da nossa evolução.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por isabel-maria às 20:27
Domingo, 14 de Julho de 2013

Amamos os nossos filhos?


Estamos convencidos que sim!


Será que lhes damos a melhor educação?


Quando nascem é uma enorme felicidade e olhamos para eles e pensamos que são a nossa única riqueza e por eles somos capazes de dar a nossa própria vida.


Aquele bebé vai ter todo o amor que merece, os dias vão passando e nós enchemo-lo de mimos.


Ao fim de poucos meses o nosso bebé vai começando a articular uns sons e consegue pronunciar “papá” ou “mamã” e nós ficamos muito felizes.


Um dia vimos que o nosso bebé que se encontrava no chão a brincar se tenta levantar agarrado a qualquer coisa e tenta dar o primeiro passo e ficamos vaidosos.


O nosso menino quer começar a andar.


Ficamos tão contentes que lhe pegamos ao colo e damos-lhe muitos mimos.


Mas o nosso bebé já aprendeu a colocar-se de pé e quer andar e quando numa das tentativas cai e chora, nós corremos e ficamos ansiosos, com medo que ele se possa magoar.


E a nossa ansiedade é transmitida ao nosso filho, mas nós não nos apercebemos disso, apenas agimos pensando ser o melhor para ele.


Acontece que apesar de ser um bebé, ele sentiu o nosso receio e começa também com medo de voltar a cair.


Durante uns tempos, o nosso menino fica sossegado a brincar, desloca-se a gatinhar, o que nos deixa também um pouco mais calmos porque o perigo não é tão grande.


Quando esta fase é ultrapassada e ele já anda sem qualquer problema, surge outro, pois temos um traquina em casa que corre e salta sem parar e nós começamos a repreender aquela criança, a provocar-lhe medos durante o seu crescimento.


E assim, ele à medida que cresce, vai ganhando receios das coisas novas que lhe surge e nós vamos cada vez mais ficando ansiosos.


Entretanto procuramos dar-lhe os melhores brinquedos e todas as novidades que surgem nós lhe oferecemos.

E quando não oferecemos, o nosso menino sabe pedir e nós compramos, não sabemos dizer, agora não pode ser.


E quando já é mais crescidinho, nós queremos dizer não e não é possível, porque o nosso menino aprendeu a manipular-nos e acabamos por ceder.


Quando está na idade de entrar na escola, temos o cuidado de procurar a melhor.


E o nosso filho começa a estudar e não está habituado a ouvir a palavra “não”, “não podes” ou “agora não”.


E chora, faz birras e nós vamos a correr, porque o nosso menino na primeira semana de aulas já chora e não pode ser.


Mas não pensamos que a educação que lhe damos não o prepara para estas situações.


Começam os problemas, pois recebeu tantos mimos que não se sabe defender, não sabe conviver com os colegas e sente-se rejeitado, porque quer fazer o que lhe apetece e não pode ser.


Começa o insucesso escolar e nós não compreendemos, até porque o nosso filho é muito inteligente.


E continuamos a dar-lhe mimos e tentamos dar-lhe as melhores coisas e um dia, ele entra em casa e começa a exigir outras coisas que vê nas mãos dos colegas e vamos cedendo, porque o nosso menino tem que ter tudo.


Nós não lhe dizemos que não pode ser, apenas poderemos dizer-lhe que quando for possível se compra.


Assim, ele tem sempre a esperança de obter o que quer e nunca ouve da nossa boca, não posso comprar e não podes ter.


Este menino vai crescendo e vai aprendendo a ser egoísta, invejoso e arrogante.


E desde que nasceu que nós nos preocupamos, porque temos medo que alguma coisa lhe aconteça.


Não os deixamos jogar à bola quando querem, porque nós não estamos disponíveis para os acompanhar.


Não os deixamos andar na rua sozinhos, porque achamos que ainda não têm idade.


E assim, o nosso menino vai crescendo, condicionado aos nossos medos e ansiedades.


Torna-se um adulto e não se encontra preparado para a vida e um dia reclamamos que fizemos tudo pelo nosso filho, mas ele não aproveitou e nunca em momento algum, pensamos que nós é que falhámos na educação que lhe demos.


No entanto nós consideramo-nos umas excelentes pessoas, cheias de bons sentimentos, dizemos que acreditamos em Deus, que fazemos caridade e que estamos cheios de fé.


Nós idealizamos um futuro para os nossos filhos e ao vermos que aquilo que projectámos não irá ser realizado, sentimos revolta e chegamos a perguntar a Deus porque é que estas coisas acontecem, porque achamos que não merecemos.


E até pensamos que quando os nossos filhos eram pequenos, construíamos o presépio para comemorar o nascimento do menino Jesus.


E nele, era colocado os seus pais, Maria e José, a vaca e o burro, para aquecer o menino nas palhinhas.


Que desde sempre tentámos falar de Deus e de Jesus, aos nossos filhos.


Mas nunca nos lembramos de seus pais como uma família.


Rezamos à Nossa Senhora, pedindo-Lhe ajuda.


Lembramo-nos Dela e de toda a história das aparições de Fátima, falamos dos três pastorinhos, Francisca, Jacinto e Lúcia.


Comovemo-nos com todas as peregrinações e promessas que as pessoas fazem a Nossa Senhora.


Mas nunca parámos para pensar:


Quem foi Maria, mãe de Jesus?


E que valores é que Ela, enquanto esteve na Terra nos transmitiu?


A sua missão teria sido apenas a de dar á luz Jesus Cristo?


Um Espirito Superior, que veio à Terra para ensinar aos homens o que é a humildade, o perdão, a caridade, o amor, a tolerância, a benevolência, a bondade, a piedade e apelar à sua união?


Maria e José, são o símbolo da união familiar, do amor, da simplicidade, da humildade, da bondade, da fé, do perdão, da tolerância, da aceitação.


Como pais amaram o seu filho, tal como nós amamos os nossos filhos.


José era carpinteiro e enquanto trabalhava a madeira, tinha visões acerca do que iria acontecer com o seu filho Jesus e nunca nada dizia, aceitava tudo com humildade.


Maria como todas nós, amava o seu filho.


Ela amava com liberdade, com confiança e fé.


Ela viu Jesus ser maltratado e também sofria por isso, mas nunca perdia a sua fé.


Quando Jesus saía, Ela nunca se mostrava ansiosa ou com receios.


Nem mesmo no momento em que Jesus foi crucificado Maria se sentiu revoltada com a maldade dos homens, Ela não perdeu a sua fé e confiança em Deus.


Não deveremos seguir o seu exemplo?


Nós olhamos para os nossos filhos, como se eles fossem nossos, projectamos o futuro que queremos que eles tenham e não pode ser.


A nós, apenas nos compete educa-los e orientá-los para a vida, porque nunca nos podemos esquecer que estamos todos em evolução e que todos vimos à Terra com uma missão.


Por isso, temos que deixar ser os nossos próprios filhos a traçarem o seu futuro, pois não sabemos qual é a sua missão.


A nós, apenas nos compete fazer deles homens de bem, transmitir-lhes valores que possam ajudar esta sociedade que vivemos, a se tornar cada vez mais, uma sociedade mais justa, mais unida e mais solidária.



publicado por isabel-maria às 19:53
Sábado, 08 de Junho de 2013

Um dia Jesus disse:


“Quando deres algum jantar ou alguma ceia, não chames nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos, para que não aconteça que também eles te convidem por sua vez e te paguem com isso; mas quando deres algum banquete convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, porque esses não têm com que te retribuir; mas ser-te-á isso retribuído na ressurreição dos justos”.


Com estas palavras Jesus não queria dizer que em lugar dos amigos fosse necessário reunir os mendigos da rua.


A sua linguagem era quase sempre figurada para que os homens pudessem compreender os tons mais delicados do seu pensamento, necessitando para isso de usar imagens fortes para produzirem o efeito desejado.


Jesus queria dizer e serás bem-aventurado porque esses não têm com que te retribuir.


O que significa que não se deve fazer o bem esperando pela respectiva retribuição e sim pelo simples prazer de fazê-lo.


Quando Jesus disse para se convidar os pobres para o banquete, estava a mostrar que os pobres não tinham meios para retribuir.


Quando aqui se fala em banquete não se está a referir propriamente numa refeição e sim numa partilha da abundância que podemos desfrutar.


Não nos podemos esquecer que temos que aprender a ser menos materialistas, portanto a abundância não se refere aos nossos bens materiais e sim espirituais, porque todos nós temos um grande banquete espiritual para podermos partilhar com toda a humanidade porque todos um dia têm que acreditar na vida eterna, saber que todos somos filhos de Deus feitos à sua imagem e semelhança e nunca nos devemos esquecer que existem muitos irmãos desencarnados que estão a sofrer, que se sentem sozinhos e nem sabem que Deus existe e os que sabem têm medo de ser castigados.


Então também podemos partilhar o nosso banquete com eles, elevando o nosso pensamento a Deus pedindo que eles nos ouçam para que saibam que Deus existe, que é a fonte da vida que também eles são feitos à Sua Imagem e semelhança e que Deus nunca nos abandona porque Deus é amor.   



publicado por isabel-maria às 19:27
Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Estamos sempre a perguntar porque é que uns nascem na miséria e outros na riqueza sem nada terem feito para justificar tanta abundância, porque é que para uns nada dá certo e para outros a vida lhes sorri.

 

Mas o que mais nos surpreende e não se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude e ver os homens bondosos sofrer ao lado daqueles que só sabem fazer o mal e que prosperam.

 

A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência mas não nos explica estas anomalias que parecem desmentir a justiça de Deus.

 

Jesus prometeu compensar os aflitos da Terra, mas essas compensações só poderão realizar-se na vida futura.

 

Deus é soberanamente justo e bom e não age por capricho ou com parcialidade.

 

Todos os problemas da humanidade têm uma causa e como Deus é justo essa causa também é justa.

 

Os nossos problemas são de duas espécies, isto é, têm duas origens bem diversas, pois uns têm causas da vida presente e outros a sua origem é de outras existências anteriores.

 

Quanto aos problemas da nossa existência actual, temos que reconhecer que são originados pelo nosso carácter e pela nossa conduta.

 

Quando nos sucedem situações em que dizemos a nós próprios como fomos cair desta maneira, temos que saber que a culpa foi apenas nossa, pois somos vítimas da nossa imprevidência, do nosso orgulho e da nossa ambição.

 

Quantas pessoas ficam arruinadas por falta de ordem na sua vida, falta de firmeza nas suas decisões, pelo mau comportamento e porque os seus desejos não tiveram limites.

 

Julgamo-nos muito fortes, mas não passamos de uns fracos porque deixamos que se desenvolvam em nós sentimentos de orgulho, vaidade, ambição, egoísmo, parecemos os donos do mundo que nem sabemos perdoar mas não pensamos que alimentamos todos os sentimentos que nos afastam de Deus.

 

E mais tarde iremos colher o que semeamos, mas cada vez que nos sentimos tristes e decepcionados com a vida que temos, devemos interrogar friamente a nossa consciência para meditarmos sobre o assunto que nos preocupa e verificarmos passo a passo tudo o que fizemos até chegarmos à conclusão de dizermos: se eu não tivesse feito aquela coisa não estaria nesta situação.

 

Se temos problemas somos nós que os provocamos na grande maioria das vezes.

 

Como seres humanos e com a vaidade que temos nunca consideramos que a culpa é nossa e com este pensamento sentimo-nos menos humilhados.

 

Apontamos sempre como causa desses problemas a falta de sorte, ao destino e à falta de oportunidade.

 

Nós só conseguiremos evitar este tipo de problemas quando começarmos a trabalhar para a nossa evolução espiritual e desenvolvimento intelectual.

 

Na Terra existem as leis dos homens e muitos são condenados e por isso poderão dizer que sofreram a consequência do acto que praticaram. No entanto essa lei não alcança todas as faltas da humanidade.

Essas leis apenas castigam aqueles que causam prejuízos à sociedade.

 

Aquele que é prejudicado pelo seu próprio acto, esta lei não condena.

 

Deus vê o progresso de toda a humanidade e não há uma só falta por mais leve que seja que não tenha consequências forçosas e inevitáveis mais ou menos desagradáveis.

 

Assim também os nossos sofrimentos são uma advertência de que um dia agimos mal.

 

Costumamos dizer que a vida nos ensina e quando o homem chega a uma determinada idade e vê como a sua vida foi desperdiçada e que o mal é irremediável, fica surpreendido e pensa que se no inicio da sua vida soubesse o que sabe com aquela idade, teria agido de maneira completamente diferente e já não tem mais tempo na Terra para corrigir todos os seus actos.

 

Mas para nós e antes que seja tarde, devemos tentar corrigir todos os nossos actos com fé e confiança, porque todos os dias o sol brilhará para nos dar mais esperança.

 



publicado por isabel-maria às 19:22
Quinta-feira, 08 de Novembro de 2012

Como seres encarnados na Terra temos que ter consciência que o nosso corpo não é mais do que uma roupa grosseira que envolve temporariamente o nosso espírito.


É como se fosse uma verdadeira cadeia que o prende à Terra e da qual o espírito se sente feliz em libertar-se.


A nossa existência terrena é transitória e passageira e a morte quando aparece não é nada comparada ao esplendor e à actividade da vida espiritual, porque esta é realmente a verdadeira vida, a vida normal dos espíritos.


Mas quando alguém próximo de nós parte para a outra dimensão, nós não nos conformamos e até na maioria das vezes acabamos por prejudicar aquele espírito que apesar de não pertencer à Terra continua a ouvir as nossas vozes e não segue o seu percurso natural, porque continua com os apegos terrenos.


Todos nós tememos a morte e nem sequer conseguimos imaginá-la, no entanto não devemos preocupar-nos com o corpo e sim com o espírito, porque todos os homens deveriam saber que a sua Pátria não se encontra na Terra mas no Céu, porque somente lá se vive a verdadeira vida.


Compreendendo isto viveriam melhor o seu ciclo de vida terrena.


Saberiam que estão aqui para superar algumas dificuldades de outras existências, saberiam amar o próximo como gostariam de ser amados.


Porque o amor é de essência divina.


Só amando se é amado e só assim poderemos encontrar tudo quanto consola e acalma o sofrimento do dia-a-dia. Porque ao agirmos desta forma conseguiremos elevar-nos acima da matéria.


Amar, no sentido profundo do termo é ser leal, consciencioso, fazer aos outros aquilo que desejamos para nós, é saber ouvir aquele que sofre, que tem necessidades, para poder dar-lhes algum alívio.


É saber considerar toda a humanidade como uma família – a nossa própria família, porque é essa família que um dia iremos encontrar em mundos mais adiantados que a Terra, pois também esses espíritos que a constituem são como nós filhos de Deus e todos estamos em evolução.


Portanto nunca deveríamos recusar aos nossos irmãos aquilo que Deus nos deu com liberdade se pensarmos que também nós seriamos muito felizes se nos dessem aquilo que temos necessidade.


Não nos podemos nunca esquecer de dispensar uma palavra de ajuda e de esperança a todos os que estão em sofrimento.


É necessário muito amor para poder unir toda a humanidade, porque só assim poderão ser destruídas todas as injustiças e todas as causas de desentendimentos entre os povos.

 

 



publicado por isabel-maria às 21:52
Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

O escândalo é tudo aquilo que choca a moral ou as conveniências de maneira ostensiva.

 

Esta palavra implica a ideia de um certo estrondo.

 

O escândalo não está na acção, mas nas repercussões que pode ter.

 

Muitas pessoas contentam-se em evitá-lo, porque o seu orgulho sofreria com ele e a sua consideração diminuiria entre os homens, procurando esconder as suas desonestidades, o que lhes basta para tranquilizar a consciência.

 

Estas pessoas são como uns vasos limpos por fora, mas sujos por dentro.

 

A palavra escândalo é muito ampla e por isso um motivo para não ser compreendida em certos casos.

 

Escândalo não é somente o que ofende a consciência do próximo, mas tudo o que resulta dos vícios e  das imperfeições humanas, todas as más acções de individuo para individuo com ou sem repercussão.

 

O mal é uma consequência da imperfeição humana e não que os homens sejam obrigados a praticá-lo.

 

Mas é necessário existir o escândalo para que os homens em expiação na Terra se possam punir a si próprios, pelo contacto dos seus próprios vícios, dos quais são as primeiras vitimas e cujos inconvenientes acabam por compreender.

 

Depois do sofrimento causado pelo mal, procurarão o remédio no bem.

 

A reacção desses vícios serve ao mesmo tempo de castigo para uns e de prova para outros.

 

E assim nasce o bem do mal.

 

O mal é necessário e durará sempre e se não houvesse culpados não haveria necessidade de haver castigos.

 

Um dia quando a humanidade estiver transformada numa comunidade de homens de bem, ninguém procurará fazer mal ao próximo e todos serão felizes.

 

Assim será o estado dos mundos evoluídos onde o mal foi excluído.

 

Mas enquanto certos mundos avançam, outros se formam povoados de espíritos primitivos e que servem ainda de morada, de exílio e de lugar de expiação para os espíritos imperfeitos, obstinados no mal e rejeitados pelos mundos que se tornam felizes.

 

Todos os dias devemos querer ser melhores, mais tolerantes com aqueles que nos rodeiam, mais humildes, menos orgulhosos e vaidosos, devemos tratar os outros como gostaríamos que nos tratassem.

 

Devemos querer esquecer o ódio e a vingança e enchermos o nosso coração de amor.

 

Devemos lembrar-nos que temos que evoluir.

 

Temos que ter capacidade para distinguir o bem do mal, o que é nosso e o que nos é induzido.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por isabel-maria às 11:36
Sábado, 14 de Janeiro de 2012

Todos os sofrimentos da humanidade quer sejam misérias, decepções, perdas de entes queridos ou doenças, têm a sua consolação na esperança de um dia melhor, na fé e na confiança, na justiça de Deus e que Jesus Cristo nos ensinou.

 

Aqueles que não acreditam na imortalidade do espírito ou que simplesmente duvidam, o seu sofrimento poderá ter um peso superior ao do seu corpo.

 

Para estes não existe esperança que possa aliviar as suas amarguras.

 

Jesus ensinou aos homens como viver na lei do amor e da caridade e é um dever da humanidade tentar cumprir esses ensinamentos.

 

Jesus um dia disse que se o amavam guardassem os seus ensinamentos e Ele iria rogar ao Pai que nos desse outro consolador, para que fosse enviado em Seu Nome, para nos ensinar todas as coisas e nos fazer lembrar de tudo o que nos transmitiu quando esteve na Terra.

 

Naquela altura o mundo ainda não estava preparado e Jesus Cristo não pode dizer tudo. E para o consolador nos fizesse lembrar dos Seus ensinamentos é porque a humanidade se esqueceu ou não compreendeu tudo aquilo que Ele transmitiu.

 

E para cumprir a promessa de Jesus, surgiu o espiritismo no tempo certo.

 

Através do espiritismo é ensinado e compreendido tudo o que Jesus Cristo só disse em parábolas.

 

Ensina-nos a compreender melhor o sentido da vida, traz uma consolação a todos os que sofrem ao dar uma causa justa e um objectivo útil a todas as dores.

 

Um dia Jesus disse: “Bem – Aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”.

 

E muitos poderão pensar como se poderá ser feliz por sofrer se não se sabe porque se sofre ou não conseguem perceber esse sofrimento.

 

Mas através do espiritismo nós aprendemos que a causa de todos esses problemas está nas nossas existências anteriores e que se hoje estamos neste planeta é para resolvermos aquilo que não fomos capaz no passado, porque não podemos esquecer que a vida que temos foi aquela que pedimos a Deus e Ele nos concedeu.

 

Temos que aprender que o sofrimento não é mais do que uma crise que nos leva à cura, que é como uma purificação que assegura a nossa felicidade nas existências futuras.

 

Quando o homem tem este conhecimento compreende que merece sofrer e que esse sofrimento é justo.

 

Pois sabe que ele ajuda a sua evolução, aceitando-o sem revolta.

 

Fica com uma fé inabalável no futuro, a importância dos bens materiais perde-se no horizonte porque a perspectiva da felicidade que o espera dá-lhe a paciência, a resignação e a coragem para ir até ao fim do caminho.

 

Com estes ensinamentos que o espiritismo nos dá é realizado o que Jesus disse do consolador prometido: conhecimento das coisas, que faz o homem saber de onde vem, para onde vai e porque está na Terra, lembrança dos verdadeiros princípios da lei de Deus e a consolação pela fé e pela esperança.



publicado por isabel-maria às 17:46
Sábado, 22 de Outubro de 2011

A indulgência é um sentimento doce, fraternal que todos nós deveríamos sentir em relação àqueles que nos rodeiam.

 

A indulgência não vê defeitos e se os vê, evita comentá-los para evitar que se propaguem.

 

Devemos saber julgar os nossos corações, os nossos pensamentos e os nossos próprios actos sem nos preocuparmos com os actos dos outros.

 

Temos que saber ser severos connosco e indulgentes para com os outros.

 

A indulgência atrai a calma e corrige, enquanto a crítica afasta e irrita.

 

Devemos ajudar a fortificar os fracos mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento.

 

Temos que compreender toda a misericórdia infinita do Nosso Pai e nunca devemos esquecer-nos de dizer em pensamento:

 

- “Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos aqueles que nos têm ofendido”.

 

Devemos compreender bem o valor destas palavras.

 

Porque só nos lembramos de pedir perdão a Deus quando nos esquecemos das nossas obrigações e nos lembramos das nossas transgressões.

 

No entanto se Deus se esquecesse das nossas faltas, não éramos punidos mas também não éramos recompensados.

 

Ao pedirmos perdão a Deus, estamos a pedir também o favor de Sua Graça para não cairmos de novo e a força necessária para entrarmos num outro caminho, no caminho da submissão, do amor e do arrependimento.

 

Quando perdoarmos os nossos irmãos não devemos ficar contentes com o esquecimento das suas faltas, devemos acrescentar o amor a esse perdão, fazendo por esses irmãos o que pedimos ao Nosso Pai que faça por nós.

 

Temos que saber substituir a cólera que mancha pelo amor que purifica.

 

Esta caridade foi-nos transmitida por Jesus enquanto esteve na Terra e se queremos seguir-lhe as pegadas então devemos saber copiar o seu exemplo.

 

A caridade para com todos e amor de Deus sobre todas as coisas, porque o amor de Deus resume todos os deveres e porque é impossível amar a Deus sem praticar a caridade.



publicado por isabel-maria às 18:22
Terça-feira, 09 de Agosto de 2011

É na Terra que existem as condições ideais para a nossa evolução.

 

Nascemos para sermos felizes, para vivermos com amor e sabermos ultrapassar todas as nossas dificuldades com coragem, fé e confiança acreditando que nunca estamos sozinhos que todos somos filhos de Deus que nunca nos abandona e que estamos sempre acompanhados pelo nosso Anjo da Guarda e o Nosso Santo Protector.

 

No entanto não é isso que acontece.

 

Conforme vamos crescendo, começamos a enfrentar dificuldades, ganhamos medos, temos preconceitos, sentimos revolta, ciúme, inveja, chegamos a sentir ódio em alguns momentos das nossas vidas, em outras situações tornamo-nos vaidosos, arrogantes, egoístas e vivemos sem nunca nos lembrarmos que Deus existe.

 

Somos muito materialistas e só olhamos para nós próprios e no que nos pode alimentar o nosso orgulho.

 

Vivemos sem saber o que é a caridade e iludimo-nos quando damos alguma esmola porque essa esmola apenas serve para alimentar o nosso orgulho pois a caridade é muito mais do que isso.

 

Não há caridade sem amor, sem humildade, sem piedade.

 

A caridade ultrapassa a fronteira do materialismo.

 

Vivemos revoltados com as dificuldades que nos surgem e não sabemos aceitá-las com resignação e humildade elevando o pensamento a Deus agradecendo por termos tido oportunidade de estar na Terra para evoluir.

 

Estamos sempre a lamentar-nos que não somos ricos.

 

A riqueza é sem duvida uma prova mais arriscada e mais perigosa do que a miséria, em virtude das excitações, das tentações que oferece e da fascinação que exerce.

 

É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual.

 

É o laço que mais poderosamente liga o homem à Terra e desvia os seus pensamentos do Céu.

 

Produz tamanha vertigem que vemos quase sempre, os que passam da miséria à fortuna esquecerem-se rapidamente da sua antiga posição, e daqueles que o ajudaram, tornam-se insensíveis, egoístas e fúteis.

 

Não podemos atribuir à riqueza a fonte do mal e sim ao homem que a possui e dela abusa, como abusa de todos os dons que Deus lhe dá.

 

Pelo abuso ele torna prejudicial o que poderia ser-lhe mais útil, o que é uma consequência do estado de inferioridade do mundo terreno.

 

Se a riqueza só tivesse de produzir o mal, Deus não a teria posto na Terra. Cabe ao homem transformá-la em fonte do bem. Se ela não é uma causa imediata do progresso moral é sem dúvida um poderoso elemento de progresso intelectual.

 

O homem tem a missão de trabalhar pela melhoria material do globo para que um dia possa ter toda a população que a sua extensão comporta. Mas para alimentar toda essa população deve aumentar a sua produção. Se a produção numa região for insuficiente é preciso ir buscá-la noutro local. Por isso as relações entre as populações tornam-se uma necessidade e para facilitá-las é forçoso destruir os obstáculos materiais que as separam.

 

Durante séculos as gerações tiveram que trabalhar explorando o subsolo da Terra, extraindo a sua riqueza e procurou na ciência os meios para executar tais explorações de maneira mais rápida e segura, mas para isso necessitava de recursos e essa necessidade levou-o a produzir a riqueza, como o tinha feito descobrir a ciência. Essa actividade aumentou e desenvolveu-lhe a inteligência

 

Essa inteligência que o homem a princípio concentra na satisfação das suas necessidades materiais irá um dia ajudá-lo a compreender as grandes verdades morais.

 

A riqueza é o primeiro meio de execução, pois sem ela não haveria trabalhos, actividades, estímulos ou pesquisas e por isso é considerada um elemento de progresso.

 

Cada vez mais nos deparamos com a desigualdade das riquezas e por isso seria um enorme problema de difícil resolução se considerarmos apenas a nossa vida actual, se acreditarmos que com a morte do corpo tudo se acaba.

 

Para os que não acreditam na existência de Deus, nem na vida eterna, poderão perguntar porque é que todos não são ricos?

 

Poderá ser porque nem todos são tão inteligentes nem trabalhadores para adquirirem riqueza nem cautelosos para a conservar.

 

Se toda a humanidade tivesse o necessário para viver, iria contribuir para o fim dos trabalhos que produzem o progresso e o bem-estar da humanidade, desaparecendo o estímulo que impulsiona o homem às grandes descobertas.

 

Se Deus concentra a riqueza em certos pontos é para que ela se expanda em quantidades suficientes segundo as necessidades.

 

Poderemos pensar porque é que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la produzir para o bem de todos?

 

Esta é uma prova de sabedoria e de bondade de Deus. Ele dá ao homem o livre arbítrio para que por ele próprio possa discernir a diferença entre o bem e o mal, de maneira que a pratica do bem fosse o resultado dos seus esforços e da sua própria vontade.

 

A riqueza é um poderoso meio de acção para o progresso e Deus não quer que ela permaneça improdutiva e é por isso que continuamente a transfere.

 

Cada um deve possuí-la para se exercitar e provar a maneira de a usar.

 

É impossível todos os homens a possuírem ao mesmo tempo, mas se fosse possível ninguém trabalharia e a evolução da Terra seria prejudicada.

 

Como cada um a possui por sua vez aquele que não a tem hoje, já a teve no passado ou a terá no futuro, numa outra existência e o que a possui hoje poderá não tê-la amanhã.

 

Há ricos e pobres, Deus é justo e cada qual deve trabalhar por sua vez.

 

A pobreza é para uns a prova da paciência e resignação.

 

A riqueza é para outros a prova da caridade e da renúncia.

 

Poderemos dizer que tudo se equilibra com justiça.

 

Os pobres não têm motivos para se lamentar que Deus os esqueceu, nem de invejar os ricos e nem estes têm motivos para se vangloriar do que possuem.

 

Se por outro lado estes abusam da fortuna, não será através de decretos ou leis que se poderá remediar o mal.

 

As leis podem modificar momentaneamente o exterior, mas não podem modificar o coração e por isso têm um efeito temporário e provocam sempre uma reacção mais desenfreada.

 

A origem do mal está no egoísmo e no orgulho.

 

Todos os abusos acabam por si mesmos quando os homens se conduzirem pela lei da caridade.

 

Não necessitamos preocupar-nos com a riqueza material, temos sim que nos preocupar com a nossa riqueza espiritual.

 



publicado por isabel-maria às 00:07
Domingo, 12 de Junho de 2011

Durante a Idade Média, os duelos eram a prática mais comum para decidir da culpa ou inocência de um acusado.

 

Este acto bárbaro ainda existe na nossa sociedade.

 

É sem dúvida em certos casos uma prova de coragem física, de indiferença pela vida, mas também é indiscutivelmente uma prova de cobardia moral, como o suicídio.

 

O suicida não tem coragem de enfrentar as dificuldades da vida e aquele que pratica o duelo não a tem para suportar as ofensas.

 

Arriscar a vida para vingar uma ofensa é recuar diante das provas da existência.

 

É sempre um crime aos olhos de Deus.

 

A nossa legislação considera crime os homicídios praticados através dos duelos.

 

Ao longo da nossa caminhada enfrentamos diversas dificuldades, sentimo-nos ofendidos, maltratados, ficamos com o nosso orgulho ferido e só sabemos responder de uma forma áspera e também nos enfrentamos.

 

Começamos a odiar e temos necessidade de nos vingar.

 

Não será esta atitude considerada de duelo?

 

Em algum momento nos perguntamos se estamos ou não agindo como cristãos

 

Devemos amar-nos uns aos outros e então ao golpe de ódio respondemos com um sorriso e às ofensas com o perdão.

 

Temos que aprender a ser mais humildes, tolerantes e perdoar cada vez mais, porque também nós gostamos de ser perdoados.

 

O perdão aproxima-nos de Deus, porque a clemência é irmã do poder.

 

Esta conduta poderá parecer um pouco difícil de realizarmos, mas se todos os dias nos lembrarmos que não devemos fazer aos outros o que não queremos que nos façam, então desaparecerão todas as causas de discórdia e com elas as causas dos duelos e das guerras que não são mais do que duelos entre os povos.

 

Quando os nossos irmãos que se encontram num estado de perispirito com algum conhecimento já reconhecem que se deu a morte do corpo, ouvem o seu Anjo da Guarda e não querem evoluir mais porque no estado em que se encontram sentem-se com faculdades que não tinham quando estavam na Terra e se aproveitam dos conhecimentos que têm para proveito próprio e se tornam brincalhões, chegam a formar grupos para subjugar e enganar outros perispiritos menos evoluídos e almas desencarnadas que se encontram sozinhas assustadas porque não sabem o que se passa com elas, não estão também eles a praticar duelos?

 

Com certeza que sim, pois nós sabemos que conforme for a nossa conduta aqui na Terra, assim será num mundo paralelo e temos que nos lembrar que só é verdadeiramente grande aquele que considerando a vida como uma viajem que tem um destino certo, não se incomoda com as dificuldades do caminho e não se deixa desviar nem por um instante da rota certa.

 

Coloca os olhos fixos no seu objectivo, não se importando que os obstáculos e os espinhos o ameacem porque sabe que apenas lhe podem roçar sem o ferir e que não o impedem de avançar.

 

 

 



publicado por isabel-maria às 16:15
mais sobre mim
Agosto 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


subscrever feeds
blogs SAPO

CC-BY-NC.png
"CC-BY-NC" por Heflox - Obra do próprio. Licenciado sob CC0 via Wikimedia Commons.