Terça-feira, 13 de Agosto de 2013

Estamos cada vez mais individualistas e cada vez mais egoístas, só pensamos em nós, nunca olhamos para o que existe à nossa volta.


Não damos atenção aos nossos irmãos que se sentem sozinhos, que precisam de ajuda, que sofrem. Não nos lembramos daqueles que não têm lar, das crianças abandonadas, dos doentes no hospital, dos que se encontram nas cadeias, dos que vivem em guerra, daqueles que morrem à fome, das vítimas de maus tratos.


Estamos tão ocupados com a nossa vida que não nos lembramos que existe outros mundos, onde vivem muitos outros irmãos a sofrer, porque se sentem abandonados, enganados e com medo de não serem perdoados por Deus.


Como somos egoístas!


E o egoísmo é a fonte de todas as misérias terrenas.


Ele é a negação da caridade e o maior obstáculo à felicidade dos homens.


Jesus deu-nos o maior exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo.


Enquanto Jesus ao ser crucificado, pedia a Deus que lhes perdoasse porque não sabiam o que faziam, Pilatos reconhecendo que Jesus era um homem bom e justo, lavou as mãos dizendo: “que me importa” e nada fez, para defende-Lo.


Não seremos nós igual a Pilatos, quando nos deparamos com tantas injustiças e nada fazemos?


Devemos amar-nos uns aos outros, porque só com amor haverá caridade e sem caridade não haverá tranquilidade nem segurança na vida social.


Na nossa sociedade, o egoísmo e o orgulho andam de mãos dadas, por isso a nossa vida tem tanto stress, pois estamos sempre numa competição e será sempre uma corrida favorável ao mais esperto, uma luta de interesses em que nada nem ninguém é respeitado.


E assim vivemos com o nosso orgulho ferido, ofendemos e somos ofendidos.


E como ofendidos, não sabemos perdoar.


Também nunca pensamos que ofendemos os outros.


Temos sempre razão.


Agimos, mas nunca nos lembramos de Deus, nem dos ensinamentos de Jesus.


E Jesus era justo por excelência.


E ensinou-nos a perdoar sempre, a perdoar sem limites, a perdoar todas as ofensas, tantas vezes quantas elas existirem.


Agindo assim, estamos a fazer o que queremos que Deus faça por nós.


Para perdoarmos devemos ser indulgentes, caridosos, generosos, devemos ter muito amor no nosso coração.


Devemos saber dar, porque Deus também nos dá.


Devemos saber abaixar-nos, porque Deus também nos levantará.


Devemos esquecer o mal que nos fazem ou já fizeram e devemos pensar apenas numa coisa: “no bem que podemos fazer”.


Deus conhece todos os nossos pensamentos.


Não devemos ter no nosso pensamento, sentimentos de rancor, ódio, vingança, porque todos eles nos afastam do Nosso Pai.


Feliz será aquele que pode dizer todas as noites ao deitar:


“Nada tenho contra os meus irmãos”.


Porque nunca nos podemos esquecer que perdoar aos nossos inimigos é pedir perdão para nós mesmos, perdoar aos amigos é dar prova de amizade e perdoar as ofensas, é sinal que estamos caminhando na nossa evolução.


No entanto, temos que nos lembrar que existem duas maneiras bem diferentes de perdoar: o perdão dos lábios e o perdão do coração.


Quantas vezes nós dizemos “eu perdoo” e dizemos “nunca mais serei seu amigo, nem quero vê-lo pelo resto da minha vida”.


E quando sabemos que a esse alguém lhe aconteceu algum mal, que contentes que ficamos e até dizemos que foi bem merecido.


Mas este, não é o verdadeiro perdão.


O perdão ensinado por Jesus é aquele que lança um véu sobre o passado e é o único que será levado em conta, porque Deus não liga às aparências.


O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas.


O rancor, é sempre um sinal de baixeza e de inferioridade.


Não podemos esquecer-nos, que o verdadeiro perdão, se reconhece muito mais pelos actos, do que pelas palavras.


Só assim, poderemos percorrer o caminho da nossa evolução.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por isabel-maria às 20:27
Domingo, 14 de Julho de 2013

Amamos os nossos filhos?


Estamos convencidos que sim!


Será que lhes damos a melhor educação?


Quando nascem é uma enorme felicidade e olhamos para eles e pensamos que são a nossa única riqueza e por eles somos capazes de dar a nossa própria vida.


Aquele bebé vai ter todo o amor que merece, os dias vão passando e nós enchemo-lo de mimos.


Ao fim de poucos meses o nosso bebé vai começando a articular uns sons e consegue pronunciar “papá” ou “mamã” e nós ficamos muito felizes.


Um dia vimos que o nosso bebé que se encontrava no chão a brincar se tenta levantar agarrado a qualquer coisa e tenta dar o primeiro passo e ficamos vaidosos.


O nosso menino quer começar a andar.


Ficamos tão contentes que lhe pegamos ao colo e damos-lhe muitos mimos.


Mas o nosso bebé já aprendeu a colocar-se de pé e quer andar e quando numa das tentativas cai e chora, nós corremos e ficamos ansiosos, com medo que ele se possa magoar.


E a nossa ansiedade é transmitida ao nosso filho, mas nós não nos apercebemos disso, apenas agimos pensando ser o melhor para ele.


Acontece que apesar de ser um bebé, ele sentiu o nosso receio e começa também com medo de voltar a cair.


Durante uns tempos, o nosso menino fica sossegado a brincar, desloca-se a gatinhar, o que nos deixa também um pouco mais calmos porque o perigo não é tão grande.


Quando esta fase é ultrapassada e ele já anda sem qualquer problema, surge outro, pois temos um traquina em casa que corre e salta sem parar e nós começamos a repreender aquela criança, a provocar-lhe medos durante o seu crescimento.


E assim, ele à medida que cresce, vai ganhando receios das coisas novas que lhe surge e nós vamos cada vez mais ficando ansiosos.


Entretanto procuramos dar-lhe os melhores brinquedos e todas as novidades que surgem nós lhe oferecemos.

E quando não oferecemos, o nosso menino sabe pedir e nós compramos, não sabemos dizer, agora não pode ser.


E quando já é mais crescidinho, nós queremos dizer não e não é possível, porque o nosso menino aprendeu a manipular-nos e acabamos por ceder.


Quando está na idade de entrar na escola, temos o cuidado de procurar a melhor.


E o nosso filho começa a estudar e não está habituado a ouvir a palavra “não”, “não podes” ou “agora não”.


E chora, faz birras e nós vamos a correr, porque o nosso menino na primeira semana de aulas já chora e não pode ser.


Mas não pensamos que a educação que lhe damos não o prepara para estas situações.


Começam os problemas, pois recebeu tantos mimos que não se sabe defender, não sabe conviver com os colegas e sente-se rejeitado, porque quer fazer o que lhe apetece e não pode ser.


Começa o insucesso escolar e nós não compreendemos, até porque o nosso filho é muito inteligente.


E continuamos a dar-lhe mimos e tentamos dar-lhe as melhores coisas e um dia, ele entra em casa e começa a exigir outras coisas que vê nas mãos dos colegas e vamos cedendo, porque o nosso menino tem que ter tudo.


Nós não lhe dizemos que não pode ser, apenas poderemos dizer-lhe que quando for possível se compra.


Assim, ele tem sempre a esperança de obter o que quer e nunca ouve da nossa boca, não posso comprar e não podes ter.


Este menino vai crescendo e vai aprendendo a ser egoísta, invejoso e arrogante.


E desde que nasceu que nós nos preocupamos, porque temos medo que alguma coisa lhe aconteça.


Não os deixamos jogar à bola quando querem, porque nós não estamos disponíveis para os acompanhar.


Não os deixamos andar na rua sozinhos, porque achamos que ainda não têm idade.


E assim, o nosso menino vai crescendo, condicionado aos nossos medos e ansiedades.


Torna-se um adulto e não se encontra preparado para a vida e um dia reclamamos que fizemos tudo pelo nosso filho, mas ele não aproveitou e nunca em momento algum, pensamos que nós é que falhámos na educação que lhe demos.


No entanto nós consideramo-nos umas excelentes pessoas, cheias de bons sentimentos, dizemos que acreditamos em Deus, que fazemos caridade e que estamos cheios de fé.


Nós idealizamos um futuro para os nossos filhos e ao vermos que aquilo que projectámos não irá ser realizado, sentimos revolta e chegamos a perguntar a Deus porque é que estas coisas acontecem, porque achamos que não merecemos.


E até pensamos que quando os nossos filhos eram pequenos, construíamos o presépio para comemorar o nascimento do menino Jesus.


E nele, era colocado os seus pais, Maria e José, a vaca e o burro, para aquecer o menino nas palhinhas.


Que desde sempre tentámos falar de Deus e de Jesus, aos nossos filhos.


Mas nunca nos lembramos de seus pais como uma família.


Rezamos à Nossa Senhora, pedindo-Lhe ajuda.


Lembramo-nos Dela e de toda a história das aparições de Fátima, falamos dos três pastorinhos, Francisca, Jacinto e Lúcia.


Comovemo-nos com todas as peregrinações e promessas que as pessoas fazem a Nossa Senhora.


Mas nunca parámos para pensar:


Quem foi Maria, mãe de Jesus?


E que valores é que Ela, enquanto esteve na Terra nos transmitiu?


A sua missão teria sido apenas a de dar á luz Jesus Cristo?


Um Espirito Superior, que veio à Terra para ensinar aos homens o que é a humildade, o perdão, a caridade, o amor, a tolerância, a benevolência, a bondade, a piedade e apelar à sua união?


Maria e José, são o símbolo da união familiar, do amor, da simplicidade, da humildade, da bondade, da fé, do perdão, da tolerância, da aceitação.


Como pais amaram o seu filho, tal como nós amamos os nossos filhos.


José era carpinteiro e enquanto trabalhava a madeira, tinha visões acerca do que iria acontecer com o seu filho Jesus e nunca nada dizia, aceitava tudo com humildade.


Maria como todas nós, amava o seu filho.


Ela amava com liberdade, com confiança e fé.


Ela viu Jesus ser maltratado e também sofria por isso, mas nunca perdia a sua fé.


Quando Jesus saía, Ela nunca se mostrava ansiosa ou com receios.


Nem mesmo no momento em que Jesus foi crucificado Maria se sentiu revoltada com a maldade dos homens, Ela não perdeu a sua fé e confiança em Deus.


Não deveremos seguir o seu exemplo?


Nós olhamos para os nossos filhos, como se eles fossem nossos, projectamos o futuro que queremos que eles tenham e não pode ser.


A nós, apenas nos compete educa-los e orientá-los para a vida, porque nunca nos podemos esquecer que estamos todos em evolução e que todos vimos à Terra com uma missão.


Por isso, temos que deixar ser os nossos próprios filhos a traçarem o seu futuro, pois não sabemos qual é a sua missão.


A nós, apenas nos compete fazer deles homens de bem, transmitir-lhes valores que possam ajudar esta sociedade que vivemos, a se tornar cada vez mais, uma sociedade mais justa, mais unida e mais solidária.



publicado por isabel-maria às 19:53
Sábado, 08 de Junho de 2013

Um dia Jesus disse:


“Quando deres algum jantar ou alguma ceia, não chames nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos, para que não aconteça que também eles te convidem por sua vez e te paguem com isso; mas quando deres algum banquete convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, porque esses não têm com que te retribuir; mas ser-te-á isso retribuído na ressurreição dos justos”.


Com estas palavras Jesus não queria dizer que em lugar dos amigos fosse necessário reunir os mendigos da rua.


A sua linguagem era quase sempre figurada para que os homens pudessem compreender os tons mais delicados do seu pensamento, necessitando para isso de usar imagens fortes para produzirem o efeito desejado.


Jesus queria dizer e serás bem-aventurado porque esses não têm com que te retribuir.


O que significa que não se deve fazer o bem esperando pela respectiva retribuição e sim pelo simples prazer de fazê-lo.


Quando Jesus disse para se convidar os pobres para o banquete, estava a mostrar que os pobres não tinham meios para retribuir.


Quando aqui se fala em banquete não se está a referir propriamente numa refeição e sim numa partilha da abundância que podemos desfrutar.


Não nos podemos esquecer que temos que aprender a ser menos materialistas, portanto a abundância não se refere aos nossos bens materiais e sim espirituais, porque todos nós temos um grande banquete espiritual para podermos partilhar com toda a humanidade porque todos um dia têm que acreditar na vida eterna, saber que todos somos filhos de Deus feitos à sua imagem e semelhança e nunca nos devemos esquecer que existem muitos irmãos desencarnados que estão a sofrer, que se sentem sozinhos e nem sabem que Deus existe e os que sabem têm medo de ser castigados.


Então também podemos partilhar o nosso banquete com eles, elevando o nosso pensamento a Deus pedindo que eles nos ouçam para que saibam que Deus existe, que é a fonte da vida que também eles são feitos à Sua Imagem e semelhança e que Deus nunca nos abandona porque Deus é amor.   



publicado por isabel-maria às 19:27
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